Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Mestre dos Anéis

Helloween- Master Of The Rings
1. Irritation

2. Sole Survivor

3. Where The Rain Grows
4. Why?

5. Mr Ego (Take Me Down)

6. Perfect Gentleman

7. The Game Is On

8. Secret Alibi

9. Take Me Home
10. In The Middle Of A Heartbeat

11. Still We Go


O Helloween foi formado na Alemanha em 1984. Sua primeira formação contava com Kai Hansen (vocalista e guitarrista), Michael Weikath (guitarrista), Markus Grosskopf (baixista) e Ingo Schwichenberg (baterista). Sua estréia no mundo do metal, se deu com o EP auto- intitulado, Helloween, de 1985- com apenas 5 músicas. O segundo LP- tido como a grande e verdadeira estréia da banda-, Walls Of Jericho, de 1986, rapidamente se tornou um sucesso entre os headbangers europeus.
Em 1987 o seu segundo álbum, Keeper Of The Seven Keys se tornou um dos clássicos de todos os tempos do heavy metal. Para assumir os vocais (já que Kai Hansen realmente estava sobrecarregado com os vocais, guitarra e composições) foi chamado o jovem (então com 18 anos) Michael Kiske (a excelente performance de Kiske mais tarde o levaria a ser um dos indicados para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden, embora isso não tenha se concretizado)e Kai Hansen fica então somente na guitarra e composições. Logo após as gravações do álbum, porém, o guitarrista Michael Weikath passou a apresentar problemas freqüente de relacionamento com os outros membros, principalmente Kai Hansen (Weikath não estava satisfeito com o pouco espaço dado a suas composições, pois apenas duas das músicas do álbum não haviam sido compostas por Hansen).
Em 1988 foi lançado Keeper Of The Seven Keys Part II (nome escolhido pela gravadora) que elevou o Helloween ao nível das maiores bandas de heavy metal da Europa, gerando grandes turnês que desagradaram Kai Hansen (o qual preferia se dedicar a composições ao invés de se apresentar ao vivo noite após noite). Kai abandonou o Helloween após alguns shows da nova turnê e passou a preparar juntamente com Ralf Scheepers o projeto que viria a se tornar na banda Gamma Ray. Assumiu seu lugar no Helloween, Roland Grapow. A liderança da banda, bem como boa parte das composições passou a ser responsabilidade de Michael Weikath.
Sem seu principal compositor e músico obviamente os trabalhos que se seguiram não foram tão bem aceitos. Os dois primeiros álbuns com a nova formação, Pink Bubbles Go Ape e Chameleon traziam uma banda em busca de uma identidade musical perdida e sem o peso que a caracterizava. A turnê de Chameleon foi interrompida pelo meio em virtude de problemas internos na banda e falta de público. Somado a isso, junta-se a morte de Ingo Schwichtenberg, o ex- baterista da banda; Ingo sofria de esquizofrenia hereditária e era usuário de cocaína, o que piorava seu estado físico e mental. Em um show no Japão, antes de se iniciar o show, mas já no palco, o ex- baterista se jogou no chão em posição fetal e chorou compulsivamente. As tours eram marcadas por grandes momentos de depressão e outros em que Ingo apresentava euforia histérica. Diante deste quadro, para a desgraça total, o mesmo Ingo se suicidou. Segundo Michael Weikath, mesmo o Helloween tratando Ingo e o levando a médicos, a banda foi acusada de não se importar com o ex- baterista. Isto não foi tudo, pois as guerras de gravadoras continuaram; a Noise Records não os havia pagado , a EMI os mandou embora e tiveram alguns problemas sérios, no início, com a Castle.
Em 1994 um novo rumo na história da banda é marcado com o lançamento de Master Of The Rings. Com novo vocalista (Andi Deris) e novo baterista (Uli Kusch, que havia tocado com o Gamma Ray) o novo disco foi excelentemente aceito por crítica e público. A boa fase seria confirmada com o próximo e excelente álbum, The Time Of The Oath- com dedicação especial ao falecido ex- baterista Ingo Schwichtenberg- e com o registro ao vivo High Live.

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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

O céu está chorando

Stevie Ray Vaughan - The Sky is Crying
1. Boot Hill
2. The Sky Is Crying
3. Empty Arms
4. Little Wing
5. Wham!
6. May I Have A Talk With You
7. Close To You
8. Chitlins Con Carne
9. So Excited
10. Life By The Drop


Stevie Ray Vaughan nasceu em Dallas, Texas, começando a tocar guitarra desde cedo inspirado pelo irmão mais velho Jimmie Vaughan. Aos 17 anos abandonou a escola para se dedicar exclusivamente a música, com a banda Cobras. Em 1975 formaria a banda Triple Threat com o vocalista Lou Ann Barton, o baixista Jackie Newhouse e o baterista Chris Layton. Com Stevie Ray Vaughan assumindo os vocais a banda assumiu o nome Double Trouble, inspirado em uma canção de Otis Rush.
Em 1982 a banda Double Trouble tocou em no Jazz Festival de Montreaux, onde também se apresentava David Bowie, quem logo os convidou a participar do seu próximo álbum (Let's Dance) e ganhando em troca acesso ao estúdio para gravação de algumas músicas da banda que virariam o seu primeiro álbum, Texas Flood, lançado em 1983. O álbum foi aclamado por críticos de blues e rock. Os álbuns que se seguiriam, Couldn't Stand the Weather (de 1984) e Soul to Soul (de 1985) seriam sucessos absolutos de público e crítica.
Em meio a problemas do guitarrista com álcool e cocaína foi lançado o seu álbum de maior sucesso, o duplo ao vivo Live Alive em outubro de 1986. Após a turnê subsequente Vaughan passou por clínicas de reabilitação, voltando à ativa em 1988 com o álbum In Step que lhe valeu um prêmio Grammy.
Em 1990 gravou o álbum Family Style com o irmão Jimmie Vaughan. Em agosto de 1990, em meio à turnê com o irmão e tendo acabado de tocar um show em que se apresentaram como convidados, entre outros, Eric Clapton, Robert Cray e Buddy Guy, Stevie Ray Vaughan tomou um helicóptero rumo a Chicago, que caiu logo após a decolagem. O álbum foi lançado apenas alguns meses após a sua morte.
Em 1991 foi lançado seu álbum póstumo The Sky is Crying, contendo sobras de estúdio escolhidas por Jimmie Vaughan. Mais tarde foi lançado o álbum ao vivo In the Beginning, contendo uma gravação ao vivo da banda Double Trouble em 1980.

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Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

A união dos extremos

Virgin Steele - The Marriage of Heaven & Hell
01 - I will come for you
02 - Weeping of the Spirit
03 - Blood and Gasoline
04 - Self Crucifixion
05 - Last Supper
06 - Warrior's Lament
07 - Trail of Tears
08 - The Raven Song
09 - Forever Will I Roam
10 - I Wake Up Screaming
11 - House of Dust
12 - Blood of the Saints
13 - Life Among the Ruins
14 - The Marriage of Heaven and Hell


Virgin Steele pode ser classificada como uma das melhores bandas de metal vinda dos EUA nos anos 80. A banda foi fundada no início dos anos 80 por Jack Starr, guitarrista de origens francesas, que estava à procura de elementos certos para formar uma banda de heavy metal. O primeiro a responder seu chamado foi o baterista Joey Ayvazian, e logo em seguida o vocalista David De Feis, que foi apresentado à Jack por Joey. David trouxe junto com ele o baixista Joe O'Reilly. E assim estava formado o Virgin Steele.
Estrearam em 1982, com "Children of the Storm". Um pouco mais tarde lançaram o primeiro álbum auto-intitulado e a banda se tornou uma das grandes promessas do metal americano. Seu estilo era bastante original, um misto de heavy metal americano com uma atmosfera épica. David, que era também excelente tecladista, entrou com os particulares arranjos melódicos da banda, enquanto Jack mandava um som pesado e muito mais direto. Este "duelo" entre os estilos musicais de ambos criou um estilo diferente de metal épico que pode ser observado na própria "Children of the Storm" e no resto do álbum. No ano seguinte, "Guardians of the Flame" veio para confirmar o supremo valor da banda, com os contrastes entre as duas fortes personalidades dos líderes. Depois do disco chamado "Wait For The Night", ("A Cry In The Night" na versão inglesa), Jack Starr resolveu largar a banda pois não agüentava mais as brigas por causa das idéias de De Feis, que imediatamente chamou Rhett Forrester do Riot e lançou um álbum chamado "Out Of Darkness". Jack tentou ficar com o nome "Virgin Steele" para ele, mas em uma apresentação em Paris que foi um desastre total acabou deixando de vez o nome da banda com David De Feis e o restante dos músicos agora contando ainda com o guitarrista Edward Pursino.
O álbum seguinte chama-se "Noble Savage", outro álbum pomposo que mistura metal clássico e épico, mostrando um lado da banda muito mais refinado. Porém, mais uma vez o álbum não vendeu como esperado. Em 1987 rumores diziam que o Virgin Steele tinha lançado um álbum de thrash metal chamado Exorcist seguindo o sucesso do gênero, De Feis porém negou os boatos que realmente, nunca foram confirmados. A banda finalmente chegou na Europa abrindo para o Manowar e ganhou grande apoio devido à perfromance ao vivo da banda. Quando as coisas começam a caminhar bem, é lançado o álbum "Age Of Consent" caracterizado como sendo um típico álbum de hard rock americano, e é claro, deixando os fãs de metal muito decepcionados. Virgin Steele entrou então no seu período "negro". O selo da banda faliu, Joe O'Reilly decidiu sair e a banda resolveu dar um tempo. David finalmente se formou em piano e composição, e tocou com uma banda improvisada chamada "Smoke Stark Lightning"que contava com alguns músicos famosos como o já conhecido Jack Starr e o baterista Bobby Rondinelli.
Em 1993 Rob De Martino foi escolhido como o novo baixista e a banda assinou com a Shark, finalmente o Virgin Steele estava de volta com "Life Among The Ruins" um álbum com influências de hard rock à lá Whitesnake. Um ano depois o som de "Noble Savage" se repete em "The Marriage Of Heaven And Hell part I "para a alegria dos fãs de metal. Um álbum de metal épico recheado de passagens melódicas e influências sinfônicas, com tendências progressivas bastante marcadas. Virgin Steele voltou a tocar na Europa abrindo para Manowar e Uriah Heep. No final de 1995 a segunda parte do disco foi lançada, seguindo a mesma linha da primeira parte. Em 1998 é lançado o álbum "Invictus" bastante elogiado pela crítica e pelos fãs.

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Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Joe na Jamaica

Joe Cocker - Stingray
01. The Jealous King
02. I Broke Down
03. You Came Along

04. Catfish

05. Mood Dew
06. The Man In Me
07. She Is My Lady
08. Worrier (with E.Clapton)
09. Born Thru Indifference

10. A Song For You



Joe Cocker (nascido em 20 de maio de 1944) é um cantor de música popinfluenciado pela soul music no início da carreira. Ele começou sua carreira musical em sua cidade natal de Sheffield, na Inglaterra, aos 15 anos de idade: sua primeira banda foi os Avengers (sob o nome artístico de Vance Arnold), depois Big Blues (1963) e então a Grease Band (a partir de 1966). Em 1969 ele foi o astro convidado do programa The Ed Sullivan Show.
Seu primeiro grande sucesso foi com "With a Little Help from My Friends", uma versão de uma música dos Beatles gravada com o guitarrista Jimmy Page. No mesmo ano ele apareceu no Festival de Woodstock. Coker ainda conseguiu mais alguns hits com "She Came Through the Bathroom" (outra versão de uma música dos Beatles), Cry Me a River" e "Feelin Alright". Em 1970 sua versão ao vivo do sucesso "The Letter" dos Box Tops, lançado na compilação Mad Dogs & Englishmen tornou-se sua primeira canção a entrar no Top Ten americano.
Nos shows Cocker exibia uma intensidade física incrível enquanto cantava, e sua presença no palco era frequentemente parodiada por John Belushi (houve até mesmo um dueto improvável quando Joe foi convidado especial do Saturday Night Live.)
No começo dos anos 70 ele teve problemas com drogas e álcool que acabaram atrapalhando sua carreira. Ele conseguiu, entratanto, se livrar e retornar nos anos 80, conseguindo grande sucesso até os anos 90 com as canções "Up Where We Belong", "You Are So Beatiful", "When The Night Comes" e "Unchain My Heart".

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:: Senha: PapaStalin

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

O creme do blues

Cream - Disraeli Gears
01. Strange Brew
02. Sunshine Of Your Love
03. World Of Pain
04. Dance The Night Away
05. Blue Condition
06. Tales Of Brave Ulysses
07. Swlabr
08. We're Going Wrong
09. Outside Woman Blues
10. Take It Back
11. Mother's Lament

Em uma curta carreira de menos de três anos e apenas quatro álbuns (apenas dois completamente de estúdio) o Cream foi um dos maiores responsáveis pela evolução (senão invenção) do hard-rock. Sua formação consistia de Eric Clapton (guitarrista que já havia tocado com os Yardbirds e Bluesbreakers), Jack Bruce (baixista e vocalista que também havia participado dos Bluesbreakers) e Ginger Baker (baterista que havia tocado com Bruce em uma pequena banda chamada Graham Bond). A banda Cream se formou em 1966 e o nome foi sugerido por Eric Clapton, que afirmava sobre sua banda: "we are the cream!" (nós somos o máximo). A formação power trio não era comum entre músicos de rock da época e também neste sentido o Cream foi uma banda pioneira.
Na época de sua formação foram a banda mais elétrica que já havia aparecido, influenciando entre outros a formação do Jimi Hendrix Experience (que veio a tocar com os ídolos e curiosamente também os influenciou) e Led Zeppelin. Na sonoridade do Cream letras e vocais eram de segunda importância, sendo mais valorizados as improvisações, solos e contribuições individuais de cada um dos instrumentistas, o que gerava shows imprevisíveis e longos.
A início apresentaram-se para pequenas platéias como uma banda cover de clássicos do Blues, aproveitando algumas composições de suas bandas antigas. A tarefa de compor material inédito ficou ao encargo de Jack Bruce, que buscou a ajuda do letrista Pete Brown. Em 1966, após a excelente repercussão de alguns singles, lançaram seu primeiro álbum, "Fresh Cream", pela major Polydor. As influências de blues de raiz eram claras mas não faziam com que o som da banda fosse menos original e excitante.
Em 1967, após uma bem sucedida turnê na América gravaram "Disraeli Gears". A banda assumiu neste LP uma postura mais experimentalista musicalmente, fazendo deste um dos precursores do psicodelismo. Foram acrescentados instrumentos inusitados como sinos e órgãos. A gravação dos shows da sua primeira grande turnê americana gerariam o maior sucesso do Cream, o álbum "Wheels of Fire", de 1968, primeiro da história a ganhar um disco de platina por suas vendagens.
Com o fim da banda anunciado devido a constantes conflitos de personalidade fizeram uma turnê de despedida e lançaram o LP "Goodbye" em 1969 (metade das faixas era inédita e metade de gravações ao vivo). A música Badge foi a primeira parceria de Eric Clapton com George Harrison, que assina a música com o pseudônimo L'Angelo Misterioso.
Após a dissolução do Cream Eric Clapton formou as bandas Blind Faith (que também teve a participação de Ginger Baker) e Derek and The Dominoes. Jack Bruce seguiria carreira como músico de jazz e produtor.

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Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Montem a banda, eios o vocalista

Dio - Holy Diver (1983)
1. Stand up and Shout

2. Holy Diver
3. Gypsy
4. Caught in the Middle
5. Don't Talk to Strangers
6. Straight Through the Heart
7. Invisible
8. Rainbow in the Dark
9. Shame on the Night

Ronnie James Dio é americano e seu verdadeiro nome é Ronald Padavona, assumiu o nome de "DIO" em homenagem a seus familiares italianos. Cantou e tocou baixo na sua primeira banda mais importante, ELF (onde gravou 2 álbuns). Outras bandas no seu início de carreira foram: Vegas Kings (formado por colegas da sua escola) que mais tarde mudou o seu nome para Ronnie and the Rumbles e depois deste, para Ronnie and the Redcaps. Tocavam em bailes universitários etc. Mais uma vez mudam o nome da banda para Ronnie Dio and the Prophets. Mudaram o nome mais vezes, The Eletric Elves, depois para The Elves e finalmente ELF.
Foi chamado para cantar no Rainbow de Ritchie Blackmore (ex-Deep-Purple), onde gravou quatro álbuns. Após deixar o Rainbow, foi convidado pelo guitarrista Tony Iommy para integrar o posto de vocalista no Black Sabbath. Gravou ao todo três álbuns e mais um após sua volta à banda em 1992. Saiu do Black Sabbath em 1983 devido a problemas de ego e uma "suposta" sabotagem na mixagem final de Live Evil (ao vivo do Sabbath).
No mesmo ano após sua saída do Black Sabbath, ou seja, 1983, lança aquele que para muitos é um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos, Holy Diver. Nele estão Vinny Appice que também tinha saído do Sabbath e acompanhou Dio, seu antigo companheiro de Rainbow Jimmy Bain e o excelente guitarrista Vivian Campbell. Holy Diver foi aceito em grandes proporções e deixou clássicos como a faixa-título, Stand Up and Shout, Don’t Talk to Strangers e a mais famosa Rainbow in the Dark.
Embalado com o sucesso atingido logo de cara, Dio solta mais um em 1984 chamado The Las in Line. Simplesmente maravilhoso, trazia a mesma fórmula de Holy Diver. Foi este álbum que levou a banda à uma enorme turnê mundial seguido do seu primeiro vídeo oficial. Os músicos são os mesmos mas no álbum ainda há um tecladista chamado Claude Schenell, e com isso lançam clássicos como a faixa-título, We Rock (um dos maiores sucessos), Breathless, Evil Eyes etc.
E para provar que Dio era mesmo um fanático em duendes, dragões, magos, reis, rainhas e arco-íris, lança Secread Heart em 1985. Um belíssimo trabalho que continuava a sustentar a banda como uma das melhores dentro do gênero, na época. A formação e a fórmula permanecem as mesmas desde 1983 e nisso podemos reparar a versatilidade do guitarrista Vivain Campbell com toda sua harmonia. De cara notamos que seus grandes sucessos foram King of Rock and Roll(a única do disco que ainda é tocada atualmente), faixa-título, Rock and Roll Children, Just Another Day e Fallen Angells. Desta turnê também sai um vídeo chamado Secread Heart Live.
Em 1986 sai um ao vivo chamado Intermission com apenas seis músicas onde as que se destacam são King of Rock and Roll, We rock e Rainbow in the Dark.
Agora vamos a 1987, quando Vivian Campbell (guitarrista), deixa a banda e é substituído por Craig Goldie. É lançado então, Dream Evil, que é conhecido como um álbum problemático pelo próprio Dio. Apesar de ter havido alguns problemas, as músicas continuam sendo delirantes. Night People, Dream Evil(uma das melhores), Sunset Superman e Faces in the Window se destacam.
Depois de um sucesso contínuo e dos problemas em 1987, Dio sumiu do mapa e voltou a aparecer em 1990 com Lock up the Wolves. Sua formação é totalmente diferente das passadas. Os músicos são Rowan Robertson, um garoto inglês de apenas 18 anos de idade e que segundo o próprio Dio, foi selecionado após um teste com (diz a lenda) milhares de guitarristas. Mas independente disso, Rowan mostra uma incrível versatilidade e rapidez em seus solos, mostrando que não estava para brincadeira. Para a bateria foi chamado ninguém menos que Simon Wright (ex-AC/DC), um novaiorquino chamado Teddy Cook para o baixo e um dos maiores tecladistas do metal, o sueco Jens Johansson (ex-Malmsteen e atual Stratovarius). As músicas ganham novos elementos mas o Heavy Metal permanece intacto (além da linda e sinistra capa). Não foi seu melhor disco mas com certeza destacam-se a porrada Wild One, Hey Angel, a bela faixa-título, Walk on Water, Born to the Sun e My Eyes.
Em 1992 Dio volta ao Black Sabbath e grava mais um álbum chamado Dehumanizer, mas infelizmente alguns problemas acabaram com a reunião da banda. Neste mesmo ano sai uma coletânea intitulada Diamonds com vários clássicos da banda Dio.
Após isso o "nanico" volta com Strange Highways em 1993, que seguia a mesma linha de Dehumanizer. Não foi um de seus melhores álbuns, e os problemas com a separação do Black Sabbath o deixaram meio desanimado. Mesmo assim podemos destacar algumas músicas bem legais como Jesus, Mary & The Holy Ghost, Firehead e Give Her The Gun. A formação era Dio nos vocais, Tracy G(guitarra), Jeff Pilson(baixo) e Vinny Appice (bateria). Também foi nesse ano que a banda veio a São Paulo tocar.
Em 1996 sai Angry Machines, e mais uma vez Dio mostra o quanto gostou de ter feito junto ao Black Sabbath, Dehumanizer (1992). Chegou a declarar que não falava mais de reis e rainhas por que preferia tratar da realidade. Algumas músicas de Angry Machines que marcaram foram a porrada sonora de Don’t Tell the Kids (onde Vinny Appice simplemente detona sua bateria!), Institutional Man, Hunter of the Heart(a única que foi tocada nos shows aqui no Brasil) e Dying in America. A banda estava composta por Dio nos vocais, Tracy G (guitarra), Jeff Pilson (baixo) e Vinny Appice (bateria). Vieram ao Brasil para tocar junto com Bruce Dickinson, Jason Bonham Band e Scorpions no final de 1997. Os fãs o aclamaram más criticaram duramente o desempenho do guitarrista Tracy G. Neste mesmo ano saiu uma coletânea chamada Anthology. Em 1998 sai um CD duplo ao vivo chamado Dio’s Inferno - The Last in Live, que traz clássicos como, Holy Diver, Don’t Talk to Strangers, The Last in Line, e The Mob Rules (do black sabbath), Mistreated (do deep-purple) e Catch the Rinbow (do rainbow) entre outras. Sem dúvidas foi um sucesso bem vendido no país. Algo relativo à volta do Rainbow tinha sido mencionado mas com a morte do baterista Cozy Powell, a notícia permaneceu apenas como boato.
Em 2000 lança "Magica", um álbum conceitual que traz de volta o estilo classico de Dio compor, com letras sobre Magia, Dragões e Bruxas. Sons como "Fever Dreams" (bem ao estilo Holy Diver...), "Turn to Stone", "Challis" (arrasadora!), Losing my Insanity, e a balada "As long as it's Not About Love", conquistaram em cheio o público.
Sua banda contou com a volta do magnífico Craig Goldie (guitarra), o seu fiel escudeiro Jimmy Bain (baixo), Simon Wright (bateria), Scott Waren (teclados). No final de 2001 Goldy decide deixar a banda, alegando problemas familiares e para seu lugar é recrutado o guitarrista Doug Aldrich. Com novo line up, Dio entra em estúdio e em 2002 sai "Killing the Dragon" que procurou repetir a mesma forma do anterior, porém com um pouco mais de rapidez e peso. Destaques: "Scream" (bem ao estilao Heaven and Hell!) "Throwaway the Children" e é claro a faixa titulo (candidata a novo classico!).
Em 2003, sai seu primeiro DVD oficial, "Evil Or Divine". E para 30 de agosto de 2004 está previsto o lançamento de seu novo trabalho de estúdio, "Master Of The Moon", que contou com o seguinte line-up: Ronnie James Dio no vocal, Craig Goldy na guitarra, Jeff Pilson no baixo, Simon Wright na bateria e Scott Warren nos teclados; porém, quem ocupará o posto de baixista na turnê será Rudy Sarzo.

Download: Parte 1 - Parte 2
Senha: kru5ty

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

Cowboys do Inferno

Pantera - Cowboys From Hell
1. Cowboys From Hell
2. Primal Concrete Sledge
3. Psycho Holiday
4. Heresy
5. Cemetery Gates
6. Domination
7. Shattered
8. Clash With Reality
9. Medicine Man
10. Message In Blood
11. The Sleep
12. The Art Of Shredding


Diamond Darrel Abbott, Rex Rocker Brown e Vinnie Paul Abbott tocaram pela primeira vez juntos em uma banda de jazz. Mais tarde formaram o Pantera convidando para os vocais Terry Glaze. Com visual glam e estilo de rock californiano que caracterizaram sua primeira fase lançaram os álbuns Metal Magic de 1983, Projects in the Jungle de 1984 e I Am the Night de 1985. Felizmente não conseguiram grande repercussão.

A mudança de rumos na banda ocorreu com a saída do vocalista Terry Glaze e sua substituição por David Peacock e posteriormente Phill Anselmo. Com a entrada de Anselmo tudo na banda mudou (com excessão do nome). Um álbum de transição, Power Metal, de 1988, muito mais pesado que os anteriores, se tornou logo no maior sucesso de vendas da banda até então. Abandonaram o visual afeminado e qualquer resquício de rock arena.

Cowboys From Hell de 1990 marcou o início da nova banda, que logo projetou Anselmo como um dos mais potentes vocalistas dos anos 90. O Pantera rapidamente foi elevado ao patamar das grandes bandas de thrash metal com o segundo disco da nova fase, Vulgar Display of Power de 1992. O som ficaria a cada dia mais violento e cru desde então. Após lançar Far Beyond Driven em 1994 chegaram mesmo a se apresentar na versão inglesa do Donington Monsters of Rock Festival e o disco rapidamente chegou a platina.

Download: Parte 1 - Parte 2
Senha: over812