Terça-feira, Dezembro 27, 2005

Escorpiões Inquebráveis

Scorpions - Unbreakable
01 New Generation
02 Love'em Or Leave'em
03 Deep And Dark
04 Borderline
05 Blood Too Hot
06 Maybe I Maybe You
07 Someday Is Now
08 My City My Town
09 Through My Eyes
10 Can You Feel It
11 This Time
12 She Said
13 Remember The Good Times


Não há como negar a importância dos Scorpions, banda que revolucionou o Hard Rock. A banda foi formada na Alemanha em 1966, pelos irmãos Michael e Rudolf Schenker, ambos excelentes guitarristas. Junto a eles estavam Klaus Meine (Vocal), Lothar Heinberg (Baixo) e Wolfgang Dziony (bateria), em 1972, lançaram o album Lonesome Crow, e explodiram na cena Heavy Rock de varias países.
Após o primeiro álbum Heinberg, Dziony e Michael Schenker saíram da banda (este último formaria o UFO). Entraram na banda Francis Buchholz (baixo) e Jurgen Rosenthal (bateria) e o excelente Ulrich Roth (guitarra). Com esta formação gravaram o album Fly To The Rainbow, com destaques para Speddy’s Coming e para a faixa-titulo. Com Rudy Lenners nas baquetas gravaram o album In Trance, com as clássicas In Trance e Robot Man.
Em 1977 gravaram Virgin Killer, com destaque para Pictured Life, Backstage Queen, e Hell Cat, cantada por Uli Roth. O Scorpions já era nessa época uma banda bastante conhecida na Europa, o que rendeu uma longa e exaustiva tour.
O album seguinte, Taken By Force, que conta com Sails Of Charon e o hino Steam Rock Fever, traz Herman Rarebell assumindo o lugar de Lenners. Um album ao vivo foi lançado durante a tour e levou o nome de Tokyo Tapes, excelente album, por sinal.
Uli Roth que já não estava feliz no Scorpions, saiu da banda e formou o Eletric Sun. Mathias Jabs foi recrutado para o seu lugar e a sua a estreia foi no album Lovedrive, que conta também com a participação de Michael Schenker em três musicas. Grandes destaques para as musicas Loving You Sunday Morning, Holiday e a faixa-titulo. Essa formação foi a que a mais durou no Scorpions.
Gravam Animal Magnetism, destaques para Make It Real e a excelente The Zoo. O album que se seguiu foi Blackout, que entrou direto no Top 10 da Billboard, logo seguido por talvez o melhor do Scorpions, Love At First Sting. Os hits desse album foram Rock You Like A Hurricane, Big City Nights e a excelente balada Still Loving You. Segue-se um album ao vivo chamado World Wide Live, que consegue o numero 14 em paradas de sucesso americanas.
A banda fica quatro anos sem gravar, voltando com o mediano Savage Amusement, com destaque para a balada Believe In Love, e no ano seguinte solta a coletânea chamada Best Of Rockers ‘N’ Ballads, com destaque para o cover I Can’t Explain do The Who.
Em 1990 é gravado o album Crazy World, com as belas Tease Me Please Me, Hit Between The Eyes, e o super-ultra-hiper-mega sucesso Wind Of Change. Segue-se o album Face The Heat, com destaque para Alien Nation, Woman e Under The Same Sun. Após este album Buchholz sai da banda, dando lugar para Ralph Rieckermann. Com essa formação (Meine, Schenker, Jabs, Rieckermann e Rabebell), é gravado, em 1996, o bom album Pure Instinct. No mesmo ano Rarebell sai da banda, e James Kottak, assume o banquinho. A estreia de Kottak na banda é aqui no Brasil, no festival Skol Rock.

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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Ao vivo no antigo templo do rock

Queen - Live at Wembley

CD 1
01. One Vision

02. Tie Your Mother Down
03. In The Lap Of The Gods
04. Seven Seas Of Rhye
05. Tear It Up
06. A Kind Of Magic
07. Under Pressure
08. Another One Bites The Dust
09. Who Wants To Live Forever
10. I Want To Break Free
11. Impromptu
12. Brighton Rock Solo
13. Now I'm Here

CD 2
01. Love Of My Life

02. Is This The World We Created
03. (You're So Square) Baby I Don't Care
04. Hello Mary Lou (Goodbye Heart)
05. Tutti Frutti
06. Gimme Some Lovin'
07. Bohemian Rhapsody
08. Hammer To Fall
09. Crazy Little Thing Called Love
10. Big Spender
11. Radio Ga Ga
12. We Will Rock You
13. Friends Will Be Friends
14. We Are The Champions
15. God Save The Queen

O embrião do Queen foi a banda Smile, formada em 1968 por Brian May e Tim Staffell, estudantes do Imperial College em Londres. Através de um anúncio no mural da escola adquiriram o baterista Roger Taylor. Em 1969 embora apenas tendo se apresentado para platéias de amigos, conseguiram apoio da gravadora Mercury Records. No Ealing College of Art Tim Staffell apresentou a banda a Freddie Bulsara (vocalista de uma outra banda, Wreckage, que mais tarde mudaria seu nome para Freddie Mercury).
Em 1970 Stafelll abandonou o Smile. Brian e Roger se juntaram a Freddie e fundaram a banda Queen. Após experimentar alguns baixista a formação se estabilizou com John Deacon. Após ensaios exaustivos e dezenas de apresentações na escola gravaram as primeiras demos, que apesar da pouca repercussão lhes valeram o apoio da pequena gravadora Trident em 1972.
A partir de um acordo entre Trident e EMI foi lançado o álbum Queen em 1973 e iniciaram sua primeira turnê abrindo para a banda Mott The Hoople (rapidamente se tornando mais importante no show que a banda principal). Depois do lançamento de Queen II em 1974 a banda seguiu sua primeira turnê como headliner. Em meio às primeiras apresentações fora da Inglaterra (nos Estados Unidos) tiveram que interromper temporariamente as atividades em virtude de uma crise de hepatite de Brian May (que não participaria do início das gravações do próximo álbum em virtude da doença).
Sheer Heart Atack foi lançado em 1974 e se tornou um sucesso mundial. A turnê mundial que se seguiu teve de ser extendida, chegando a banda a se apresentar em lugares diferentes em um mesmo dia. A pressão dos shows levou Freddie Mercury a contrair uma séria infecção na garganta em meio a turnê que desta vez não chegou a ser interrompida apesar de algumas datas canceladas.
Bohemian Rhapsody foi lançada em 1975. Uma verdadeira ópera rock, no sentido mais literal das palavras. Taxada de experimentalista pela gravadora uma música como aquela dificilmente chegaria a ser um hit. Mais do que isso, porém, Bohemian Rhapsody se tornou no maior clássico da banda e seu primeiro single a chegar ao número 1. O álbum A Night At The Opera (o primeiro a ter o nome de um dos filmes dos irmãos Marx) de 1975 se tornou o seu primeiro álbum a vender mais de 1 milhão de cópias e alavancou as vendas dos álbuns anteriores. Desde os Beatles nenhuma banda inglesa havia conseguido colocar quatro álbuns entre os 20 mais vendidos de uma só vez. O próximo álbum, A Day At The Races, mesmo antes de sair às lojas já havia vendido antecipadamente meio milhão de cópias a mais que o previsto.
A sequência de álbuns e singles de sucesso prosseguiu incansável, News Of The World (1977, com os sucessos We Will Rock You e We Are The Champions), Jazz (1978), Live Killers (gravação ao vivo de 1979), The Game (1980, com a polêmica Another One Bites The Dust, acusada de ter mensagens subliminares de incentivo ao uso da maconha) e a trilha sonora para o filme Flash Gordon (1980). A banda entra na década de 80 com o acréscimo de instrumentos eletrônicos e um começo de flerte com a dance music. The
Works (1984) lança os hits Radio Ga Ga e I Want To Break Free nas rádios e MTV, marcando a fase de maior repercussão da banda. Em 1986 foi lançado A Kind Of Magic, trilha sonora para o filme Highlander, e Live Magic, um novo registro ao vivo. Os membros da banda gravaram ainda, durante os anos 80, vários álbuns solos. O destaque obviamente ficou para Freddie Mercury, com o hit I Was Born To Love You (tema de novela no Brasil) e um ábum de grande repercussão com a cantora clássica Montserrat Caballe (destacando as músicas Barcelona, tema das Olimpíadas e How Can I Go On).
Roger por suas vez chegou a gravar três álbuns com seu projeto solo, The Cross. Tendo sido eleita melhor banda dos anos 80 em dezenas de pesquisas em todo o mundo a banda encerra a década de 80 com o album The Miracle, lançado em maio de 89. Em fevereiro de 91 lanca Innuendo (Insinuaçao), album que marca a despedida do vocalista e líder Freddie Mercury. Com menções depressivas e letras subjetivas, um Freddie Mercury fraco insinua um dificil adeus, com músicas como The Show Must Go On (O show Deve Continuar) e These Are The Days Of Our Lives (Esses São os Dias de Nossas Vidas).
Alguns meses após o lançamento de Innuendo, Fred assumiria oficialmente ser HIV positivo, vindo a falecer de broncopneumonia em sua casa, 24 horas depois. Em entrevista à imprensa britânica o guitarrista Brian May lamenta a morte do companheiro de banda, dizendo ter perdido um irmão.
Ainda em 91 é lançado o album coletânea Greatest Hits II. Em junho de 92, a banda realiza com sucesso um tributo em homenagem a Fred. O show conta com participações de astros e bandas consagradas, tendo toda a sua renda revertida para o combate à AIDS.
No mesmo ano lança o album ao vivo Live At Wembley '86. Só em novembro de 95 é lançado Made In Heaven, um album póstumo com faixas ineditas. Dois anos depois, os integrantes se reencontrariam para o lançamento de Queen Rocks, com a belíssima canção, No One But You homenageando Freddie Mercury.
O último album oficial da 2ª melhor banda do mundo (segundo a a Channel4, HMV e Classic FM), foi lançado em novembro de 99. A coletânea Greatest Hits III conta com a participação de George Michael, David Bowie, entre outros...

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Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Polícia pra quem precisa de polícia

The Police - Every Breath You Take: The Classics
01. Roxanne
02. Can’t Stand Losing You
03. Message in a Bottle
04. Walking on the Moon
05. Don’t Stand So Close To Me
06. De Do Do Do, De Da Da Da
07. Every Little Thing She Does Is Magic
08. Invisible Sun
09. Spirits in the Material World
10. Every Breath You Take
11. King of Pain
12. Wrapped Around Your Finger
13. Don’t Stand So Close to Me ‘86
14. Message in a Bottle (Rock mix)


A banda The Police teve início em Londres, 1977, quando Stewart Copeland (baterista, anteriormente na banda Curved Air), Gordon Sumner (baixista de jazz e professor de escola primária, mais tarde conhecido como Sting) e Henry Padovani (guitarrista) se encontraram para alguns ensaios.
Nas suas primeiras apresentações profissionais eram apenas a banda de apoio do vocalista Cherry Vanilla, excursionando como a banda de abertura de Johnny Thunders. Assumindo o nome The Police, o primeiro EP (disco de pequena duração), Fall Out, lançado de forma independente, imediatamente teve sua primeira edição de duas mil cópias esgotada, colocando a banda nas paradas britânicas de bandas alternativas.
Andrew Somers (nome real de Andy Summers) assumiria a segunda guitarra. A banda tocou com dois guitarristas durante alguns meses até que, com a saída de Pandovani, a banda teve sua formação definida como apenas um trio. Em 1977, tingem seus cabelos de louro para participar de um comercial de goma-de-mascar para a tv americana.
Curiosamente os cabelos tingidos se tornariam uma marca registrada da banda, fazendo com que ela fosse constantemente associada ao movimento punk. Na realidade a sonoridade da banda passeava pelo punk, new wave, pop e principalmente reggae.
No início de 1978 assinam contrato com a gravadora A&M e embora o primeiro single, Roxanne, não tenha alcançado nenhuma repercussão, o segundo, Can't Stand Loosing You, conseguiu ficar entre os 50 mais vendidos da parada britânica. Fazem então sua primeira excursão pelo Estados Unidos. O primeiro LP, Outlands Damour atinge o número 6 da parada britânica, o single Roxanne é relançado e vira um hit (número 12 na Inglaterra e 23 nos Estados Unidos). Can't Stand Losing atinge o número 2 na Inglaterra.
A partir de então seguiram-se dezenas de singles de sucesso (entre outros Message in a Bottle e Walking on The Moon) acompanhadas de apresentações para platéias cada vez maiores. Em 1979 o seu segundo LP, Reggata de Blanc atingiria o primeiro lugar da parada britânica levando ao relançamento de seu primeiro EP.
Embora nunca tenha anunciado oficialmente sua separação a banda The Police encerrou suas atividades em 1983 logo após o lançamento do LP Sincronicity. Após isto se reuniram diversas vezes para regravações, participações especiais em shows e aparições em rádio e tv.

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Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Destruindo tudo...

Kiss - Destroyer
1. Detroit Rock City
2. King of the Night Time World
3. God of Thunder
4. Great Expectations
5. Flaming Youth
6. Sweet Pain
7. Shout It Out Loud
8. Beth
9. Do You Love Me?


O primeiro disco da série ao vivo “Alive” foi o responsável por fazer o Kiss cair nas graças do público americano e também de todo o mundo. A palavra sucesso já começava a ser algo amplo no vocabulário da banda. Apesar de grandes clássicos lançados nos discos anteriores, o público só viria a começar reconhecer a qualidade da banda a partir do momento que tomassem conhecimento da força que o Kiss tinha sobre o palco com um público na frente. O fato curioso é o recorde de tempo em que a banda lançava discos. Foram quatro num curto período de dois anos. O que tornou o Kiss ainda mais visado pela imprensa em geral. Para aproveitar a excelente fase, nada melhor do que mais um disco. Mas esse, não seria só mais um...
Bob Ezrin, um dos melhores produtores da época tendo trabalhado com artistas como Pink Floyd, Led Zeppelin, Peter Gabriel, Alice Cooper e Jimi Hendrix, foi contratado para a elaboração do quinto álbum pela Casablanca Records. Como resultado dessa parceria, em 15 de março de 1976, saia “Destroyer”, disco que se tornaria um marco não só na carreira da banda, como também na história do Rock.
Destroyer foi o responsável por elevar as músicas do Kiss a um outro patamar. A incrível habilidade de Bob Ezrin aliada a sonoridade e a mística em torno da banda, faz desse álbum uma reunião de grandes clássicos, que assim como o primeiro disco, possui a maioria de suas faixas obrigatórias nos shows até os dias atuais. A capa de Destroyer apresenta paradigmas típicos de revista em quadrinhos, retratando, através de uma ilustração, a imagem da banda como super-heróis que invadem uma cidade após a destruição total.
A faixa de abertura, “Detroit Rock City”, poderia se resumir em uma só palavra: obra-prima. Começa com uma narração jornalística de rádio, feita pelo próprio Gene Simmons, logo após se ouve barulho de chaves e a porta de um carro sendo fechada. O motor é ligado, o rádio começa a tocar “Rock ‘n Roll All Nite” e o motorista acelera cada vez mais na estrada. Pronto, o clima está instalado para uma aula de pouco mais de 4 minutos que mostra como se produz um clássico.
Na letra é contada a aventura desse motorista que sai dirigindo pela estrada à noite e fatalmente encontrará um caminhão em alta velocidade na sua frente. E no final fica pergunta: “Eu começo a rir, sei que vou morrer. Porque?”.
A voz de Paul Stanley é incontestável, transmitindo no timbre toda excitação do petardo musical. O solo de Detroit Rock City é simples, prático, nenhuma virtuosidade, mas quase que de uma forma inexplicável, esse mesmo solo consegue ser estonteante, traduzindo em poucos segundos porque Ace Frehley se tornou um guitarrista cultuado até hoje, mesmo sendo considerado um músico com limitações técnicas.
Talvez o fato de Ace ser extremamente habilidoso e conseguir transpor em solos simples toda a sinergia da banda, fazem com que ele seja um exemplo para guitarristas que viriam a começar a partir daí. O solo de DRC que em certo momento sai de sintonia e deixa espaço para as batidas continuadas da bateria de Peter Criss e logo após retorna numa desfaçatez impagável, serve para elevar a música há um nível jamais ouvido antes.
Sem interrupção, colada na linha sonora deixada por DRC vem “King Of The Night Time World”. Excitante, mais uma vez mostrando solos simples e funcionais, com destaque para o baixo de Simmons.
Terceira faixa “God Of Thunder”. Seria a banda querendo matar os ouvintes de um ataque cardíaco? Um clássico atrás do outro é difícil do coração e os ouvidos digerirem em tão pouco tempo. Totalmente voltada para que Gene desafie seu baixo em 4 minutos e 13 segundos, com uma pegada forte, simples e contagiante. Mas o som do baixo pode ser colocado em segundo plano quando Gene entra com sua voz grave, fazendo uma interpretação fantástica e verdadeira do que seria o Deus do Trovão e do Rock ‘n Roll.
GOT é a música que serve de pretexto para que, nos shows, Gene saia voando, vomite sangue e domine seu baixo com um solo pesado e de clima caótico que abre alas para o início da música em si. A banda explora agora uma nova sonoridade, com pianos e a participação do coral da Orquestra Sinfônica de Nova York na faixa “Great Expectations”. Uma música que soa estranha num primeiro momento, pois difere de tudo o que já se conhecia da banda, mas mesmo assim acaba se encaixando bem na proposta do álbum possuindo uma linda melodia aliada as vozes do coral.
“Flaming Youth” é a quinta faixa, dançante, com um espírito alegre que se traduz na voz de Paul Stanley. Não se tornou um clássico, mas agrada aos fãs da banda. A sexta música é “Sweet Pain” que volta a trazer a energia das primeiras canções do disco. Mais uma vez Gene utiliza os vocais com total liberdade, alternando a atenção com os solos vibrantes da guitarra de Ace.
Ainda faltam duas músicas, mas a sétima faixa “Shout It Out Loud” já é o suficiente para Destroyer ser considerado uma pérola perfeitamente lapidada. Uma sonoridade incrivelmente estarrecedora, dançante, com um refrão inesquecível. É impossível ouvi-la e não sair cantarolando o refrão mesmo que de forma impensada. É o verdadeiro espírito do: “Chame seus amigos para uma festa de Rock ‘n Roll e grite mais alto!”
Mais uma vez a banda experimenta uma sonoridade diferente, incluindo violinos e pianos na primeira balada: “Beth”. Escrita por Peter Criss, ela causou certo desconforto entre os demais integrantes, que não concordavam em incluir uma balada no repertório da banda, por diferir totalmente do trabalho que vinha sendo realizado.
Segundo Paul Stanley, “Beth” foi colocada no lado B para não terem que joga-la fora pois achavam que ela não teria a mínima chance de fazer sucesso. Erraram feio na previsão. “Beth” se tornou um dos maiores sucessos de Destroyer e foi a responsável por incluir o Kiss na programação das diversas rádios FMs.
Possui uma letra um tanto quanto tola, falando de um garoto que não vai atender a namorada agora pois está tocando Rock com os amigos. Mas a linda melodia e a voz suave de Peter Criss fazem de “Beth” uma música que poderia até ser considerada completamente fora da proposta da banda, mas que sem ela o disco não seria o mesmo.
Por ter a necessidade do acompanhamento de uma orquestra, até hoje “Beth” é executada nos shows na forma de playback. Pois os custos para rodar o mundo em uma turnê carregando uma orquestra inteira a tiracolo não seriam muito acessíveis. Algo óbvio de se concluir. Mas que infelizmente serve de pretexto para que pessoas sem o mínimo conhecimento da história da banda, critiquem o Kiss por fazer playback. Na realidade, os fãs se contentam apenas com a interpretação ao vivo de Peter Criss que sempre emociona as platéias.
Para fechar o disco, definitivamente com a certeza de que se ouviu uma obra de arte, “Do You Love Me?” traz mais uma vez um refrão fácil e pegajoso, se tornando uma das que conta com maior participação do público durante os shows. Destaque também para linha de baixo de Gene Simmons. Mais um clássico, sendo coverizada mais tarde até pelo Nirvana.
Segundos após o término de “Do You Love Me?”, existe um som da voz de Paul misturado a gritos de público e ao refrão de Great Expectations. É extremamente curta, não consta sua presença no encarte do disco, mas é chamada pelos fãs de “Rock ‘n Roll Party” pois é uma das frases que Paul diz durante essa misteriosa mistura de sons.
Em apenas algumas semanas após seu lançamento “Destroyer” alcançou 3 discos de platina, e 6 das 10 faixas são executadas em shows até hoje. No final de 1976 a banda já havia vendido mais de 1 milhão de discos e a média de público nos shows começava a aumentar cada vez mais, tornando os tumultos na entrada das apresentações bastante freqüentes. Até então o Kiss era bem popular nos Estados Unidos e a partir daí passa também a ser reconhecido mundialmente, incluindo a Europa e, principalmente, o Japão.
Traduzir em palavras um trabalho musical não é algo muito fácil quando se trata de clássicos seminais como os descritos aqui. Um álbum obrigatório, feito com paixão, básico e necessário a qualquer fã admirador do bom Rock 'n Roll.

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Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Pedras que rolam...

Rolling Stones - Exile On Main Street
1. Rocks Off
2. Rip This Joint
3. Shake Your Hips
4. Casino Boogie
5. Tumbling Dice
6. Sweet Virginia
7. Torn And Frayed
8. Sweet Black Angel
9. Loving Cup
10. Happy
11. Turd On The Run
12. Ventilator Blues
13. I Just Want To See His Face
14. Let It Loose
15. All Down The Line
16. Stop Breaking Down
17. Shine A Light
18. Soul Survivor


Depois de uma turnê muito lucrativa (como sempre), os Stones se exilaram na França para fugir dos impostos britânicos e produzir o seu próximo álbum. Foi justamente no estúdio da casa de Keith Richards que a banda criou sua obra prima. A inspiração foi tanta que Exile On Main Street saiu como um disco duplo. No começo Mick Jagger ficou preocupado, pois seria mais caro que um LP simples, mas logo ele viu que “Exile” se tratava de um marco na história da banda. O nome inicial do disco deveria ser Tropical Disease, mas foi mudado no decorrer da produção.
Parecia que os Stones tinham voltado às raízes dos seus primeiros álbuns, mas, por outro lado, apesar de não soar nada novo, as músicas eram brilhantes e a energia da banda foi capturada no estúdio. Um trabalho genial, que soa como um disco de rock, blues, soul e até country.
As duas primeiras músicas, “Rocks Off” e “Rip This Joint”, são de derrubar qualquer vaso em cima da caixa de som. Ao longo do disco aparecem blues de primeira como: “Shake Your Hips”, “Ventilator Blues” e “Stop Breaking Down”.
Exile On Main Street também trouxe clássicos da banda, por exemplo: “Happy”, “Tumbling Dice” e “All Down the Line”. A diversidade musical não pára por aí: “Sweet Virginia” é uma canção folk, “Shine A Light” é gospel e é nesta competente salada de estilos que seguem as 18 faixas do LP.
O grande segredo deste álbum, talvez seja a falta de compromisso da banda com o sucesso, já que em 1972, os Stones tinham inúmeros hits na carreira. Eles literalmente tocaram com muita vontade e garra somente o que estavam a fim, se divertiram e relaxaram. Muito provavelmente fizeram o álbum abastecidos de substâncias proibidas (principalmente Keith Richards), um fato que não tira nem um pouco o mérito e o brilho do trabalho.
Falando nisso, foi justamente nesta época que Keith começou a pegar “muito” pesado com as drogas, principalmente heroína. Foi proibido de entrar em vários países, inclusive na própria França. Por todos estes motivos acima listados, Exile On Main Street é considerado pela maioria dos fãs dos Rolling Stones como a maior obra da banda.

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Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Paranóia no Sabá Negro

Black Sabbath - Paranoid
1. War pigs
2. Paranoid
3. Planet caravan
4. Iron man
5. Electric funeral
6. Hand of doom
7. Rat Salad
8. Fairies wear boots





“Paranoid” foi gravado quase que no mesmo esquema de experimentação de seu predecessor, levando quatro dias para ser finalizado. Pode-se dizer, sem medo de errar, que este é o melhor álbum de toda a longa carreira do Black Sabbath, concentrando o maior número de clássicos produzidos pela banda e um marco na história do heavy metal, que começou realmente a chamar a atenção após Paranoid conquistar o mundo. Nunca o quarteto formado por Ozzy, Iommi, Geezer e Ward funcionou ou voltaria a funcionar tão bem quanto neste segundo álbum da banda. “War Pigs” é a faixa de abertura e já mete o dedo na ferida, ao fazer uma crítica à guerra e aos homens que a propagam. É uma crítica especialmente dirigida aos altos escalões das Forças Armadas, generais e demais oficiais que cuidam do planejamento de ações militares, mas não encaram o inimigo. Ao invés disso, enviam jovens soldados e oficiais de graduação inferior para a frente de batalha, ficando eles mesmos distantes e salvos na segurança dos quartéis. A letra chega a comparar os tais generais discursando às tropas com bruxas falando para seus seguidores. A composição em si começa com um dos mais conhecidos e perfeitos riffs de guitarra da carreira de Tony Iommi e tem diversas mudanças de andamento, construídas sobre um ritmo quase marcial, que lembra as marchas dos soldados nos quartéis. Uma das canções mais trabalhadas do Black Sabbath, não é à toa que ela foi escolhida pela banda não só para abrir o seu segundo LP, como também para intitulá-lo. E isso gerou um grande problema com a Vertigo, do qual falarei abaixo. “Paranoid”, a faixa título, acabou se tornando, a contragosto da banda, a canção mais conhecida do Sabbath. Contém um riff de guitarra fantástico, considerado por muitos como o melhor de todos os tempos. “Planet Caravan” vem a seguir e é uma faixa mais cadenciada. Acústica, com alguns efeitos de guitarra bem colocados, é uma canção pra lá de melancólica, na qual a voz de Ozzy tem um papel fundamental. “Iron Man” é outro clássico imortal da carreira do Black Sabbath. Recheada de riffs e solos de guitarra cativantes é o ponto alto da carreira de Tony Iommi. A letra conta a história de um homem que se transforma em algo maldito para desencadear sua vingança contra a humanidade. “Eletric Funeral” é uma das músicas mais macabras da carreira do Sabbath. Seu ritmo é lento, cadenciado e, ao mesmo tempo, pesado e sombrio, com destaque novamente para o vocal de Ozzy e para a letra, que relata a história de um mundo devastado pela radiação atômica. “Hand of Doom” é a faixa mais trabalhada do disco. Com diversas mudanças de ritmo, é outra crítica à guerra, mas, desta vez, o alvo é o conflito no Vietnã, que estava ocorrendo à época. A letra se concentra nos soldados que, na frente de batalha, usavam drogas como uma tentativa de escapar da realidade opressora que os cercava. “Rat salad” é uma música instrumental, que mostra toda a competência da “cozinha” da banda, formada por Iommi, Geezer e Ward. Finalmente, “Fairies wear boots” fecha a obra-prima do Black Sabbath. É a canção mais simples e despretensiosa do álbum e relata um incidente acontecido nos primeiros dias da banda, no qual seu equipamento fora roubado por um bando de skinheads, que seriam as tais fadas do título. Como foi dito lá em cima, a idéia inicial era que o disco se chamasse War Pigs, tanto que a capa com o homem segurando uma espada e um escudo foi bolada em cima disso. Porém, os executivos da Vertigo não gostaram muito da idéia de que uma faixa criticando a guerra fosse o carro-chefe do LP, ainda mais porque a gravadora tinha o objetivo de escancarar as portas do mercado americano para o Black Sabbath. Lembrem-se que naquela época rolava a guerra do Vietnã e o assunto era recheado por polêmicas e tabus. Aí começou o segundo cabo-de-guerra entre Jim Simpson e o Black Sabbath e a Vertigo. Simpson e a banda queriam que o álbum se chamasse War Pigs e que esta fosse a faixa de abertura; os executivos da Vertigo haviam se apaixonado por Paranoid e, por isso, queriam que ela fosse a faixa de abertura, que desse nome ao álbum e que “War Pigs” fosse empurrada pro lado B e ficasse meio que escondida ali ou mesmo nem fosse lançada. Depois de muita discussão, chegou-se a um consenso: o álbum se chamaria Paranoid, mas “War Pigs” seria a faixa de abertura. Pra não sair em desvantagem, a Vertigo fez com que a banda assinasse um contrato no qual era estipulado que, se o álbum não vendesse um número pré-determinado de cópias nos Estados Unidos, a segunda prensagem sairia com as mudanças propostas pela gravadora. Em outubro de 1970, Paranoid desembarca nas lojas e escoa das prateleiras. Alcança as primeiras paradas em diversos países, chegando ao primeiro lugar da parada inglesa. Em dezembro, repete o feito nos Estados Unidos. Alcança nada mais, nada menos, do que quatro milhões de cópias vendidas em terras ianques. Com isso, a banda é agraciada com um disco de platina duplo e agenda cheia para excursionar por toda a América e Europa.

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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005

A pérola branca do Blues

Janis Joplin - Pearl
01.Move Over
02.Cry Baby
03.A Woman Left Lonely
04.Half Moon
05.Buried Alive In The Blues
06.My Baby
07.Me & Bobby McGee
08.Mercedes Benz
09.Trust Me
10.Get It While You Can

Na música, como em todas as formas de arte, podemos encontrar dois tipos de artistas: aqueles que, inspirados e talentosos em toda a sua existência (talvez por algo divino), criam e inovam, portanto surpreendem e chocam. Outros, que poderíamos chamar de "esforçados", adquirem experiência com o passar do tempo, contudo nunca chegando à genialidade, devido à falta de talento.
Olhando para a história da música podemos destacar esses gênios natos e, não raramente, perceber que seu reconhecimento fôra póstumo - talvez por estarem a frente de seu tempo. Janis Lyn Joplin é um desses casos. Ela, que muitas vezes foi considerada uma lenda extravagante e escandalosa do rock, por outras revelou ser uma mulher sensível e frágil, que recusava comprometer suas convicções, mostrando-se antagonista e genial.
Ironicamente, seu último trabalho - inacabado, editado em 1971, retrata exatamente isso. "Pearl" (apelido da cantora), juntou o talento de Janis "The Full Tilt Boogie Band" - sua melhor, terceira e última banda; resultando no que poderíamos considerar um dos melhores álbuns de sua carreira, digno de qualquer discografia básica.
Em meio a uma de suas melhores fases, a cantora, já com uma considerável "bagagem" de shows e a gravação de um disco alavancado pelo não menos talentoso produtor Paul A. Rothchild (o mesmo do Doors), faleceu. Sua não tão inesperada morte por overdose de heroína e álcool, em 04 de outubro de 1970, privou Janis de saber que a música recém-gravada, "Me and Bobby McGee", dois meses depois se tornaria o maior sucesso de sua carreira (a canção ficou em primeiro lugar na parada norte-americana).
Também são desse disco "Buried Alive In Blues", que acabou se transformando em uma música instrumental, já que os vocais de Janis não puderam ser gravados antes de sua morte, "Cry Baby", "Move Over", "Half Moon", "Woman Left Lonely", "My Baby", "Trust Me", "Get It While You Can" e "Mercedes Benz". Essa última, mesmo 30 anos após sua morte, faz parte da trilha sonora da juventude, muitas vezes repetida em coro, sem nunca esquecer a risada da cantora no final - um momento único.
O símbolo do rock também era a "pérola branca do blues", trazendo sempre influências fortíssimas do estilo para suas interpretações, especialmente nesse álbum. Isso não era de se estranhar, já que Janis, fanática pela cantora de blues Bessie Smith, chegou até a custear sua lápide. Motivo: a original não tinha nem seu nome.
O presidente da Columbia Records escreveu em um dos encartes de um álbum de Janis: "Ela jogou fora, em poucos anos, toda a energia de uma vida". Acrescentaria às palavras dele o fato de que essa energia se tornou imortal através das músicas. E acredite, "Pearl" é a obra que melhor retrata isso!

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Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

A cor mais bonita do Arco-Íris

Rainbow - Rising
1. Tarot Woman
2. Run With The Wolf
3. Starstruck
4. Do You Close Your Eyes
5. Stargazer
6. A Light In The Black




Misture em um caldeirão o Deep Purple do início da década de 70, o Black Sabbath de 80-81. Adicione um dos maiores bateristas de rock da história e tempere com um baixista e um tecladista de alto nível. O resultado só podia ser um completo banquete de rock and roll e hard rock de primeira. O álbum Rising do Rainbow é o seu clássico definitivo. Também, com um time desses: Ronnie James Dio (Vocal), Ritchie Blackmore (Guitarra), Jimmy Bain (Baixo), Tony Carey (Teclado) e Cozy Powell (Bateria). Esse álbum é um joia escondida entre os álbuns lançados por Blackmore e Dio entre suas fases Deep Purple e Black Sabbath, respectivamente.
O álbum abre com Tarot Woman, que tem uma introdução de teclado que lembra um pouco o Purple, só que um pouco mais progressivo. O riff em "crescendo" vem depois, seguido pelo resto da cozinha ritímica e a poderosa voz de Dio. Blackmore faz uma guitarra base caprichada (como poucas vezes ele fez no Purple, mas lá tinha o Jon Lord, hehehehe). O andamento da música lembra um pouco o que se fazia naquela época no hard rock/heavy metal. Interessante também prestar atenção em Blackmore fazendo base para o próprio solo e o Dio gravando alguns vocais em pista dupla, truque inventado por Ian Gillan. Na sequência, "Run With The Wolf" é uma música mais com a cara do Purple, tanto pela levada como a forma que guitarra e teclado se combinam. Destaque para o excelente trabalho de Cozy Powell na bateria.
Um rock direto e básico, mas com o toque mágico de Blackmore. Em "Starstruck" temos uma levada mais rock' n' roll, tanto no trabalho da guitarra como na performance de Dio. Essa tendência seria seguida pelo Rainbow no próximo álbum "Long Live Rock and Roll". Essa tendência segue em "Do You Close Your Eyes", a não ser pelas mudanças bruscas no ritmo na música, que dá um pouco mais de tempero. O trabalho de teclado também merece destaque, discreto porém competente. Quando você começa a pensar que Blackmore perdeu o peso, vem a porrada "Stargazer". Riff de guitarra magistral, trabalho de teclado sensacional e parte rítmica afiada, essa é disparada a melhor música do álbum. Dio também se destaca. É como uma música de um cruzamento do Purple com o Black Sabbath soaria. Essa música deve ter influenciado um monte de gente que depois viria a tocar heavy metal melódico. O solo destruidor de Blackmore é apenas um dos detalhe dessa música. Todos esses pretensos "guitarristas" de "New Metal" devem morrer de vergonha ao ouvir essa música. É impossível ouvir o refrão e não querer balançar a cabeça. Como se não fosse o bastante, um arranjo de violinos dá uma aura ainda mais épica a música. Enfim, uma porrada de 8 minutos de duração. Após o êxtase, o Rainbow nos lembra que o rock também pode ser mais simples na introdução de "Light In The Black", que com seu riff energético de guitarra e a bateria desembestada como um estouro de cavalos selvagens. Temos aqui também o único solo de teclado do álbum, que mostra toda a competência de Tony Carey. Emendando, um solo como só Ritchie Blackmore faz, com velocidade e virtuosismo. E peso, muito peso.

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Santos e Pecadores

Whitesnake - Saints and Sinners
1. Young Blood

2. Rough An' Ready
3. Bloody Luxury
4. Victim of Love
5. Crying in The Rain
6. Here I Go Again
7. Love An' Affection
8. Rock An' Roll Angels
9. Dancing Girls
10. Saints An' Sinners



A banda Whitesnake, criada em 1976, trata-se do projeto solo de David Coverdale, ex-vocalista da banda Deep Purple. O nome Whitesnake foi tomado de um de seus álbuns (Coverdale lançou dois álbuns solo após sair do Deep Purple e antes de montar o Whitesnake). Para acompanhá-lo em sua nova tentativa de igualar o sucesso do Deep Purple, Coverdale chamou os guitarristas Bernie Marsden e Micky Moody, o baixista Neil Murray, o baterista Dave Dowle e o tecladista Pete Solley. Com esta formação gravaram em 1978 o seu álbum de estréia, "Snakebite". Com John Lord (que também havia tocado com o Deep Purple) nos teclados, lançaram, no mesmo ano, "Trouble". Quando comparado ao Deep Purple, ficava claro que o caminho escolhido pelo Whitesnake era outro; abandonar a temática e sonoridade de hard-rock-blues tradicionalista e enveredar pelos caminhos do hard-rock moderno americanizado> Isso ficaria cada vez mais claro no decorrer dos lançamentos da banda, "Lovehunter" (1979), "Ready An' Willing" (1980, com Ian Paice na bateria, mais um egresso do Deep Purple), "Live In The Heart Of The City" (1980), "Come and Get It" (1981) e "Saints & Sinners" (1982).

Após um período sem atividades entre 83 e 84 a banda retornou totalmente reformulada, com o guitarrista Mel Galley, o baixista Colin Hodgkinson e o baterista Cozy Powell. Esta formação lançou "Slide It In" em 1984. O período de mudanças, porém havia apenas começado. O guitarrista Micky Moody, foi substituído por John Sykes (ex-Thinn Lizzy). Mel Galley viria a abandonar a banda em virtude de um ferimento na mão (segundo boatos adquirido durante uma briga com John Sykes). O baixista Neil Murray da formação original retornaria para o Whitesnake enquanto Jon Lord voltaria para o Deep Purple, abandonando a banda juntamente com Cozy Powell.
Com a formação relativamente estabilizada durante tempo suficiente para entrarem em estúdio, foi lançado o primeiro grande sucesso de mercado da banda, o álbum intitulado "Whitesnake", de 1987, que confirmava a sua tendência em apresentar um som cada vez mais comercial. Em pouco tempo, com a entrada do excelente guitarrista Vivian Campbell (que mais tarde iria para o Def Leppard), do baixista Rudy Sarzo e do baterista Tommy Aldridge o Whitesnake passaria a contar com apenas um representante inglês. Em 1989 Vivian já havia abandonado a banda e em seu lugar estava Steve Vai. As péssimas vendas do álbum "Slip Of The Tongue" levaram Coverdale a abandonar temporariamente o cenário da música em 1990. Retornaria com o projeto verdale/Page (em parceria com Jimmy Page do Led Zeppelin) em 1994. Após o fim da união entre os dois monstros, Coverdale reformulou a banda Whitesnake, lançando uma coletânea de hits e seguindo para uma turnê e novo disco em 1997. No mesmo ano banda passou pelo Brasil ao lado do Queensryche e Megadeth.
Em 1998 David preparava um álbum inteiramente solo mas a gravadora decidiu "pressionar" o cantor para que o mesmo saísse sob o nome Whitesnake. Coverdale não achou que seria bom mas devido à pressão exercida pela gravadora decidiu chamar o álbum de "David Coverdale and Whitesnake - Restless Heart". As músicas vieram na linha de seus primeiros trabalhos solo, ou seja, mais voltadas para o rock e baladas. Músicas que se destacaram foram "Don’t Fade Away", faixa- título, e "Crying", que nitidamente é uma cópia de "Mistreated".
Em 1999 a banda seria colocada novamente na geladeira por Coverdale, que seguiu com sua pouco produtiva carreira solo, lançando o CD "Into The Light" em 2000. Uma reunião do Whitesnake, seguida de tour pelos Estados Unidos, ocorreu em 2003, ano do aniversário de 25 anos da banda. Nomes como Tommy Aldridge e Reb Beach se juntaram ao vocalista e um novo sexteto foi formado, excursionando pela Europa e Estados Unidos com um show contendo o melhor da carreira da banda. Um "Best Of" foi lançado no mês de agosto do mesmo ano, sendo prometido um novo trabalho de estúdio com a nova formação, e ainda um registro ao vivo da tour em CD e DVD.

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