Terça-feira, Novembro 29, 2005

Zepelin de Chumbo

Led Zeppelin - Eternal Mistery
01 KASHMIR
02 HEARTBREAKER
03 MISTY MOUTAIGNE HOP
04 STAIRWAY TO HEAVEN

05 SOMETHING ELSE

06 THE GIRL I LOVE
07 BRON-Y-AUR-STOMP
08 NO QUARTER

09 MEDLEY - IN MY TIME

10 MOBY DICK



Em meados do ano de 1968 o rock passava por um período de mudanças fundamentais, o descompromisso do início dos anos 60 passava a dar espaço a músicas e letras mais elaboradas. Nesta época James Patrick Page era um guitarrista de sessão que já havia gravado com os Rolling Stones, The Who, Pretty Things, entre outros e foi chamado para substituir Eric Clapton quando este abandonou o Yardbirds. Foi a primeira vez que Page participou de uma banda de renome.

No final de 1968 a banda Yardbirds se desfaz e Page trata de montar um novo grupo. Um amigo o leva a procurar Robert Plant, vocalista da pequena Band of Joy. Da Band of Joy vem também o baterista, John Bonham. Juntamente com Chris Deja. A banda resolve se chamar New Yardbirds. O baixista Chris Deja não se encaixa ao som da banda e é logo substituido por John Paul Jones, também músico de sessão, que já havia gravado entre outros com os Rolling Stones. Jones chegou ao New Yardbirds através de um anúncio em uma revista de música. Obviamente o nome New Yardbirds não agradava. O baterista do the Who, Keith Moon, achou que a banda de Page era pesada e voava, e sugeriu o nome Lead Zeppelin (Zepelin de Chumbo). Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin a fim de que os norte-americanos não tivessem problemas com a pronúncia.

Led Zeppelin - Eternal Mistery é um cd pirata italiano, muito raro ( 1000 cópias produzidas e numeradas ), com um apanhado de raridades, sendo que as 4 primeiras músicas são de um show de 40º Aniversário da Atlantic Records em 1988. O grupo se reuniu pela primeira e última vez depois da sua dissolução, após a morte do baterista Boham, que esta representado por seu filho, Jason Boham, tambem baterista. As outras musicas são tiradas de apresentações ao longo da carreira e raridades de estudio.

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Crônicas do Creedence

Credence Clearwater Revival - Chronicles
1. Susie Q

2. I Put A Spell On You

3. Proud Mary

4. Bad Moon Rising

5. Lodi

6. Green River
7. Commotion

8. Down On The Corner

9. Fortunate Son

10. Travelin' Band

11. Who'll Stop The Rain

12. Up Around The Bend

13. Run Through The Jungle

14. Lookin' Out My Back Door

15. Long As I Can See The Light

16. I Heard It Through The Grapevine

17. Have You Ever Seen The Rain?
18. Hey Tonight

19. Sweet Hitch-Hiker

20. Someday Never Comes


O embrião da banda Creedence Clearwater Revival foi fundado em 1959, chamava-se Blue Velvets e era formada pelos irmãos John Fogerty (vocalista e guitarrista), e Tom Fogerty (guitarrista), Stuart Cook (baixo) e Douglas Clifford (bateria). Em 1966 conseguiram seu primeiro contrato com uma gravadora, a Fantasy, e com o nome de The Golliwogs gravaram dois singles. Embora não tivessem grandes pretensões o single foi bem aceito. Em 1967 mudaram o nome da banda para Creedence Clearwater Revival e a boa aceitação dos primeiros singles levou-os a deixar de ser apenas uma banda de covers dos anos 50 para se arriscar em suas próprias composições.
Em 1968 lançaram o seu primeiro álbum, auto-intitulado. Em meio ainda ao fenômeno das bandas inglesas o Creedence foi uma das primeiras bandas americanas a se firmar no topo das paradas (entre outros com os singles "Susie Q" e "I Put a Spell on You").
Em 1971, após mais três álbuns de sucesso, o Creedence Clearwater Revival se tornou a primeira banda a superar os Beatles como grupo de rock mais popular. Seu maior hit de todos os tempos, "Have You Ever Seen The Rain", do álbum Pendulum, trata-se de uma das músicas mais coverizadas até hoje. Suas músicas de pouco mais de três minutos, com refrões fáceis e cativantes pavimentaram caminho para as bandas de Hard Rock que se seguiriam. Contrastando com o sucesso crescente surgiu a notícia de que Tom Fogerty havia abandonado a banda para seguir carreira solo. O Creedence (como um trio) ainda lançou um álbum decepcionante, "Mardi Gras", antes de ser declarada extinta em 1972. Desde então reuniram-se eventualmente para aparições em festivais diversos. Stu Cook e Doug Clifford chegaram a montar uma banda chamada Creedence Clearwater Revisited e se apresentaram tocando músicas de seu grupo antigo.
Todos os membros da banda participaram das gravações do álbum solo de Tom Fogerty lançado em 1974, "Zephyr National". Tom Fogerty morreu em 1990 vítima de problemas respiratórios.

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Segunda-feira, Novembro 28, 2005

O quem... ;-)

The Who - My Generation: The Very Best Of
1. I Can't Explain

2. Anyway, Anyhow, Anywhere
3. My Generation
4. Substitute
5. I'm A Boy
6. Boris The Spider
7. Happy Jack
8. Pictures Of Lily
9. I Can See For Miles
10. Magic Bus
11. Pinball Wizard
12. The Seeker
13. Baba O'riley
14. Won't Get Fooled Again
15. Let's See Action
16. 5.15
17. Join Together
18. Squeeze Box
19. Who Are You
20. You Better You Bet (Live)

A história do The Who começou quando Pete Townshend e John Entwistle formaram a banda The Confederates. John percebeu que tinha mãos grandes demais para tocar guitarra (ele começou tocando trompa, piano e trompete, sendo o único membro do The Who que lia música e tinha profundos conhecimentos de teoria musical) e passou a tocar baixo. Pete e John tocavam jazz tradicional (Dixieland), sem ganhar muito dinheiro. Diz a lenda que John andava com seu baixo numa mão e o amplificador na outra quando encontrou Roger Daltrey, que perguntou se ele sabia tocar o instrumento que segurava e o convidou a tocar em sua banda. A principio John disse que já tocava em uma (uma das bandas de Jazz/Rythm&Blues de Pete Townshend) mas Roger o convenceu pelo fato de que a banda dele já estava fazendo dinheiro. Pete aceitou e surgiu The Detours, banda de skiffle com Daltrey na guitarra solo e tambem no trombone, Entwistle no trompete e baixo, Pete Townshend tocando banjo e Doug Sandom na bateria. Nessa época era o próprio Roger Daltrey que construia as guitarras da banda em madeira compensada.
Vários bateristas e vocalistas passaram pela banda, mas foi a influência de Johnny Kidd And The Pirates, a banda de rock pre-beatles mais famosa na Inglaterra, que convenceu Daltrey a largar a guitarra e ir para os vocais, e Pete passou a tocar tanto guitarra solo quanto base. Mas a completa reviravolta viria quando Keith Moon entrou para a banda. Keith tinha uma banda de surf music e apareceu dizendo que podia tocar melhor que Doug Sandom. Keith Moon compareceu para o teste munido de alguns metros de corda. Começou a amarrar os bumbos e caixas, ao que Entwistle perguntou qual era a funçao daquilo. Foi convidado a fazer um solo de bateria a título de demosntração e comecou a atacar seus tambores com tanta furia que eles pulavam de um lado para o outro quicando no chao. Estava explicada a função da corda. Com a sugestao de Richard Barnes, colega de Pete, o nome da banda passou a ser The Who.
Comecaram como uma banda mod. Seu empresario renomeou-os para "The High Numbers", compuseram algumas musicas com letras tipicamente mod, mas nao fizeram grande sucesso. Foi como The Who outra vez que entraram para a historia do rock. O primeiro single, "I Can't Explain", tinha Jimmy Page na guitarra solo e atingiu o oitavo lugar. E por toda a carreira da banda ela era executada em praticamente todos os shows. Lancaram vários singles, os albuns My Generation, A Quick One, e The Who Sell Out, mas ainda assim sempre ficavam longe do primeiro lugar. Até que uma vez Pete deixou cair sua guitarra durante um show e, frustrado, transformou-a em pedacos, coisa que o publico nunca havia visto. Isto se tornaria uma de suas marcas registradas. Os shows do The Who eram marcados por Pete Townshend pulando feito um louco, Roger Daltrey girando o microfone como se quisesse lacar um boi, Keith Moon atacando furiosamente a bateria e John Entwistle completamente parado. Eram conhecidos como "a banda que quebrava tudo ao terminar o show".
O sucesso da banda teve início com o lancamento da opera-rock Tommy, em 1968. Passavam por problemas na epoca. Moon so tinha uma bateria e tinha que desmonta-la e remonta-la todo o tempo, pois durante as gravacoes era preciso fazer shows pra conseguir dinheiro. Depois do lançamento de Tommy ficaram milionários em pouco tempo, foram finalmente elogiados pela crítica, e entraram em uma enorme turnê, tocando toda a opera-rock mais de cem vezes. Começava aí a era de ouro do The Who.
Com rocks pesados como Heaven And Hell, Young Man Blues, My Generation, entre outras, eles se tornaram a banda de rock ao vivo mais disputada na época, juntamente com os Stones. Antes abriam shows para os Herman's Hermits. Agora o Led Zeppelin estava entre os que abriam para eles. O The Who percebeu isso e lancou o disco ao vivo Live At Leeds, considerado por muitos como o melhor álbum ao vivo da historia do rock. Depois disso, veio o Who's Next, ao mesmo tempo um sucesso e um fracasso. Um fracasso por que Pete Townshend fez um estardalhaco sobre o disco, que seria uma opera-rock, e ele se mostrou apenas um disco normal. Um sucesso por que foi direto para o primeiro lugar, coisa que o The Who nao tinha conseguido ate entao.
Em 1973 é lancada a opera-rock Quadrophenia, considerada a obra-prima do The Who. Contava a historia de Jimmy, jovem dividido entre os mods e os rockers, as duas gangs rivais na inglaterra nos anos 60. Neste disco se encontram ótimos momentos de John Entwistle, o melhor baixista de sua era. Ele havia sido o primeiro a gravar um solo de baixo, com My Generation, em 65, e a partir daí, passou a usar seu baixo em praticamente todas as músicas ao vivo como um instrumento de solo.
O The Who adotou ao vivo o estilo do Cream, que ja era usado no blues: Começava-se a música com os vocais de Roger Daltrey, os "power chords" de Pete Townshend e riffs de John Entwistle, e quando Daltrey parava, todos os tres solavam ao mesmo tempo, John Entwistle com suas incriveis corridas pelo braco do baixo, Pete Townshend com solos em pentatonica, e o ataque furioso à bateria de Keith Moon (para ele, era como se todo o show do The Who fosse um imenso solo de bateria). No final da musica, voltavam os vocais, os riffs de baixo e os power chords.
Em 1975, foi lançado o músical "Tommy" para o cinema, produzido por Robert Stigwood. O elenco do filme contou com Roger Daltrey, Pete Townshend, Rod Stewart, Elton John e os astros do cinema Jack Nicholson e Ann Margaret. O disco também deu origem ao musical "Tommy" encenado dezenas de vezes, com sucesso, na Broadway.
Lançaram ainda The Who By Numbers e Who Are You, quando, em 1978, Keith Moon morreu de intoxicacao acidental de pilulas contra alcoolismo. Nesse ano foi lançado o filme-biografia "The Kids Are Alright".
Apesar da morte do insubstituível Keith Moon o The Who continuou, com Kenney Jones, (ex-Faces, banda de Rod Stewart) na bateria. Lançaram Face Dances, It's Hard e o álbum ao vivo Who's Last, com essa formação, encerrando suas atividades durante um período de tempo.
Voltaram em 1989 com Simon Phillips na bateria (tecnicamente muito superior a Kenney Jones) em uma turne com o Tommy completo, lançaram uma caixa de 4 CDs com músicas ao vivo dessa turnê, Join Together, um vídeo e a coletânea Who's Better, Who's Best (trocadilho com a música You Better You Bet, do álbum Face Dances). Em 1994 saiu a caixa de 4 CDs Thirty Years Of Maximum R&B e o video Thirty Years Of Maximum R&B Live, com várias raridades, como músicas mod dos High Numbers.
Em 1996, Pete Townshend, John Entwistle, Roger Daltrey e artistas convidados entraram em turnê tocando a ópera-rock Quadrophenia, coisa que não faziam a praticamente 20 anos. Ao mesmo tempo, todos os discos do Who foram relançados depois de devidamente remasterizados, e vêm com inúmeras faixas bônus adicionadas com o objetivo de aproveitar todo o espaço disponível no formato CD, além de livretos com informações completas sobre a história de cada álbum. Ainda no mesmo ano sai o CD duplo "Live At The Isle Of Wight Festival 1970" que traz a memorável apresentação da banda no festival, incluindo um home-vídeo com cerca de metade do show.
Transcorridos quatro anos sem nenhum material inédito, eis que no início de 2000 somos brindados com mais um CD duplo, desta vez enfocando várias sessões ocorridas na rádio BBC de Londres: o "BBC Sessions", que vêm em três versões diferentes: uma dita "normal", editada nos EUA; outra Inglesa, contendo uma faixa à mais que a edição americana e outras de forma mais completa; e uma outra edição também americana vendida pela cadeia de lojas Best Buy, que vêm com um cd bônus contendo uma breve entrevista com Pete e sete (!) faixas a mais...
Logo em seguida, uma bomba: a banda resolveu voltar à ativa, lançando mais um trabalho intitulado "The Blues To The Bush", gravado ao vivo em quatro apresentações ocorridas em 1999, onde contam com Townshend, Daltrey e Entwistle, além do baterista Zak Starkey (filho do ex-Beatle Ringo Starr) e o tecladista John "Rabbit" Bundrick.
O detalhe é que até o momento não há previsão de um lançamento "normal" deste trabalho, que estará disponível apenas em MP3 para download! Felizmente para os fãs, Townshend não levou a sério a frase que imortalizou: "hope I die before I get old" (espero morrer antes de envelhecer).
Em junho de 2002 faleceu, aos 57 anos, John Entwistle, enquanto dormia, em um quarto do Las Vegas Hard Rock Hotel & Casino. O corpo de John foi encontrado por seu roadie e a causa da morte logo foi associada ao consumo de cocaína associada a problemas cardíacos. A banda prosseguiu em turnê a despeito da grande perda. (Biografia: www.whiplash.net).

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Domingo, Novembro 27, 2005

Atendendo a pedidos II

1. Come Out And Play
2. Leader Of The Pack
3. You Want What We Got
4. I Believe In Rock ‘N’ Roll
5. The Fire Still Burns
6. Be Chrool To Your Scuel
7. I Believe In You
8. Out On The Streets
9. Lookin’ Out For #1
10. Kill Or Be Killed
11. King Of The Fools (bonus track)


O Twisted Sister foi formado em 1972 em Long Island, Estados Unidos, sendo uma das bandas responsáveis pela definição do termo glam-rock ou glitter-rock em que a aparência e performance de palco das bandas era tão importante quanto sua música. Levaram aos extremos este conceito, se apresentando sempre com um visual de drag queens bizarras, roupas andróginas com maquiagem feminina extremamente pesada e de mau gosto aliadas a músculos e caretas masculinas.A formação da banda contava em 1975 com Dee Snider nos vocais, Eddie Ojeda e Jay French nas guitarras, Mark Mendoza ("The Animal", baixista que havia participado da banda Dictators, uma das pioneiras do punk rock) e o baterista A. J. Pero.Mais do que visual exdrúxulo (o que levou a banda a ser um grande sucesso no surgimento da MTV) porém possuiam grande carisma musical, conseguindo gerar músicas com muita identidade, refrões agressivos gritados em uníssono, e acima de tudo verdadeiros hinos ao rock and roll e à rebeldia. Exemplos claros são seus maiores sucesso... You Can't Stop Rock and Roll, I Wanna Rock e We're Not Gonna Take It.

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Sábado, Novembro 26, 2005

Atendendo a pedidos I

The Doors - Strange Days
1. Strange Days
2. You're Lost Little Girl
3. Love Me Two Times
4. Unhappy Girl
5. Horse Latitudes
6. Moonlight Drive
7. People Are Strange
8. My Eyes Have Seen You
9. I Can't See Your Face in My Mind
10. When the Music's Over

Difícil não é chegar ao topo, mas, como diriam muitos, se manter lá. E este era o desafio proposto para os Doors – para quem ainda não sabe, o mítico Jim Morrison (vocais, poesias e doideiras), Ray Manzarek (teclados e vocais de apoio), Robbie Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). Lançado no final do primeiro semestre de 1967, Strange Days era a resposta do grupo às especulações de jornalistas intrigados com o próximo passo daqueles filhos da praia de Venice, Los Angeles, típicos garotos hippies californianos que haviam incendiado o país com os hits “Break on through”, o mais perfeito casamento do rock com um ritmo latino até hoje (a bossa nova brasileira), e “Light My Fire”, esta, simplesmente, o hino de toda uma era. Não teve o mesmo êxito do álbum anterior, o soturno The Doors, nas paradas, é certo – mas que assustou um bocado de gente, ah, isso assustou!Em Strange Days, ainda estava lá, intacta, eternizada para toda a posteridade, a filosofia dramática e profunda, repleta de signos da decadência social, do caos, dos limites sensoriais e da loucura que impregnava o bom trabalho dos Doors no auge de sua carreira – e que se perderam um pouco, ao longo de seus anos finais, devido, obviamente, ao desnorteio de que foi vítima a cabeça do grande mentor Jim Morrison de 1968 para frente, envolvido em escândalos, porres e enrascadas maiores do que toda a discografia da banda. O disco abre com a música título, uma brilhante e tribal incursão pela Terra daqueles dias insanos, povoada pelas letras densas de Morrison que encontraram ressonância tanto nas leituras dos jovens americanos perplexos com a guerra fria, com o Vietnam e o rock como instrumento político no Tio Sam, quanto nos olhares furtivos e ocultados dos latino-americanos esmagados pela máquina opressora da ditadura militar por aqui – sim, o tema, figurando um teclado “espacial” pilotado por Manzarek que realmente sugeria uma ida a outro mundo, como nos velhos filmes hollywoodianos de alienígenas comunistas querendo comer criancinhas, era irônico, e era perfeito como uma metáfora do nosso globo, girando em 180 graus de êxtase e perdição, naquela época de grandes mudanças e incertezas. A ironia do grupo permanece, mas com tinturas mais leves e delicadas, na belíssima “You’re Lost Little Girl” – se muitos me perguntarem, direi “ainda a melhor balada dos Doors”. De uma atmosfera climática, sugerindo um suspense terrível e perigoso na introdução em acordes baixos, nos dá toda a dimensão do poder das letras de Morrison – de “ameaçador”, em versos bastante sutis e minimalistas, ele passa a “ameaçado” por uma garota misteriosa, talvez uma Lolita perversa, que usa o jogo da sedução como principal arma (“Você está perdida, garotinha... / Me conte... quem é você?/ Acho que você sabe o que fazer/ Impossível? Mas é verdade...”). Ainda na mesma faixa, um dos mais paradisíacos solos de guitarra de Krieger, especialmente iluminado neste disco.Enquanto músicas como “Love Me Two Times” e “My Eyes Have Seen You” sugerem aquele lado mais vaudeville e aquela batida mais acelerada do grupo, “Unhappy Girl” é a típica viagem psicodélica morrisoniana, liderada pelo teclado ensandecido de Manzarek rumo à neura de uma garota infeliz que representava, na verdade, uma visão bastante peculiar do autor sobre a sua parceira fixa, Pamela Morrison, e de todas as outras mulheres de seu vasto círculo pessoal em seus bodes existenciais (“Garota infeliz/(...) Você foi pega aprisionada pela sua própria artimanha”). A dobradinha “Horse Latitudes” / “Moonlight Drive” traz, para o registro sonoro, dois velhos poemas de Morrison guardados a sete chaves por ele em seu velho caderno de poesias, cultivadas por ele com carinho quando de sua morada em uma choça na praia de Venice, germinando a figura lendária e as palavras que fariam dele o ícone de toda uma geração. Foram escritas em 1965, pouco antes do encontro com Manzarek e o convite para formar uma banda, e como outras poesias desta época, estão embebidas de vinho e mescalina – enquanto a primeira é mais uma viagem conradiana ao Mar Egeu, descrevendo uma trágica cena de cavalos sendo atirados ao mar, a segunda é uma marcha lisérgica em direção a uma lua de sortilégios e devaneios. Um dos carros-chefe do disco é “People are Strange”, que é uma espécie de comentário a “Strange Days”, só que mais intimista. É a cama perfeita para os vocais a la Sinatra de Morrison se esmerarem, e repete o clima vaudeville, de teatro satírico, sugerido pelo som da banda ao longo de todo o disco. Aliás, é interessante comentar a proposta básica do som dos Doors nesta época, que era justamente esta (juntar elementos de música teatral com blues, música barroca, indiana e latina, ainda apelando para os acordes assombrosos e distorcidos de instrumentos amplificados) – este tipo de som influenciou, ao lado das letras de Morrison, a decisão sobre a capa do elepê. O que vemos é uma cena circense, do tipo “Circo do Absurdo”, com artistas mambembes bizarros em uma performance alucinada. A idéia original de Morrison, como ele contou em uma entrevista na época do lançamento do disco, era a de tirarem uma foto dele cercado por um grupo de cães das mais diversas raças e tamanhos – tudo isso pois o contrário da palavra “cão”, em inglês, é “deus” (“dog” – “god”). Doentio!Logo após “I Can’t See Your Face In My Mind”, música antiga, dos tempos das apresentações do grupo no Whiskey A-Go Go e no Matrix Club, de Los Angeles, e que deixa de lado o lado rock do single “Break on Through” para se exercitar só numa batidinha bossa nova que quase chegar a ser um “samba” americano (cortesia do grande fã de jazz e baterista exímio Densmore), vem o fecho do disco: a aterradora “When the Music’s Over”. Paul Rotchild, o produtor deste e dos melhores discos da banda, queria para o final um épico assustador e apocalíptico, da mesma forma que a inesquecível “The End” havia sido para o primeiro disco dos Doors, e discutiu com Krieger e Manzarek a respeito de uma canção que pudesse recriar este conceito de “fim horrível”, “inevitável”, ligando tal imagem com o medo do escuro tão natural aos humanos. Morrison, sempre um entusiasta dos temas mórbidos e obscuros da alma humana, se amarrou de cara e em poucas horas já estava com as letras na mão, pronto a começar a passar o som. Escombros de Nietzche (“O que eles fizeram com o mundo?/O que fizeram à nossa bela irmã?”), e Poe (“A golpearam com facas/ À margem do amanhecer/ E a amarraram com cercas”) são ouvidos por todos os lados. Dessa forma, “When...” segue a mesma estrutura musical da última canção do primeiro disco dos Doors – uma introdução, desta vez, pautada não em uma balada, como era “The End”, mas em uma canção semi-jazzística entremeada de paradas súbitas e intermezzos climáticos de rock pesado, seguida por uma longa divagação de Morrison aos vocais, recitando a letra naquela forma que lhe era tão característica, e retornando ao ritmo do início, para só então terminar Strange Days com um desfecho explosivo e que não deixava nada de pé. As últimas palavras de Morrison na música são, justamente, “The... END!” e, no meio de tudo, um dos mais lancinantes solos de guitarra já gravados na história do rock: o instrumento de Krieger parecia gritar como um animal sendo morto por golpes abissais.Strange Days foi um marco na época – não só por superar o pueril som básico do primeiro registro da banda, havendo sido gravado pelo novo sistema estéreo de 8 canais (um luxo ao qual os Beatles, a maior banda do mundo na época, só se dariam no Álbum Branco, um ano depois!), como também por ter provado a todos que os Doors ainda tinham muita bala no tambor. A banda coesa e revolucionária que haviam se tornado, uma das mais inventivas e originais do rock de todos os tempos, ainda tinha muita coisa a ser mostrada antes dos compassos finais de sua fatídica desintegração, dada após a morte de Morrison, em 1971.

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Sexta-feira, Novembro 25, 2005

Van Halen, a banda do mestre Eddie

Van Halen - 5150
01. Good Enough

02. Why Can't This Be Love
03. Get Up

04. Dreams
05. Summer Nights

06. Best of Both Worlds

07. Love Walks In
08. "5150"

09. Inside




Eddie Van Halen e Alex Van Halen, filhos de músicos nascidos na Holanda, mudaram-se para a Califórnia ainda crianças, em 1967. Em meio a uma família de músicos profissionais (seus pais tocavam em festas de casamentos) desde cedo tomaram aulas de piano clássico. Logo porém Eddie e Alex passariam a tocar bateria e guitarra. Em 1974, com o vocalista David Lee Roth e o baixista Michael Anthony (que havia cantado em uma banda chamada Redball Jet) montaram a banda Mammoth (cujo nome mudaria para Van Halen ao descobrirem que já havia uma outra banda chamada Mammoth).
Com um repertório que misturava covers de pop-rock, hard-rock e algumas composições próprias se tornaram rapidamente a banda mais popular do circuito de clubes de Los Angeles.
Apesar das performances de palco explosivas do vocalista David Lee Roth o destaque da banda era outro. Eddie Van Halen começou a se destacar sobre os outros companheiros com sua técnica própria de tocar a guitarra ferindo as notas no braço martelando as cordas com ambas as mãos e criando técnicas que ficariam conhecidas posteriormente como tapping, hammer-ons e pull-offs. A velocidade e precisão de Van Halen eram algo inédito até então. Eddie Van Halen se tornaria em pouco tempo um dos mais influentes guitarristas modernos.
Tendo chamado a atenção de Gene Simons (baixista do Kiss) a banda conseguiu um contrato com a gravadora Warner, lançando o seu primeiro álbum, auto-intitulado, em 1977. O álbum chegaria a platina. Os álbuns que se seguiram apenas confirmaram a popularidade crescente da banda.
O álbum chamado "1984" seria o divisor de águas na carreira do Van Halen, que passa ao status de uma das maiores do mundo. A música "Jump" tornou-se seu primeiro hit a chegar ao número 1. Dentro da banda, porém havia tensão crescente com Roth não se conformando em ser apenas um coadjuvante na banda do guitarrista Eddie Van Halen. Com Dave se dedicando demais a um disco solo, "Crazy from the Heat" (que trouxe o hit "Just A Gigolo") e deixando em segundo plano as gravações do Van halen, terminou sendo demitido. Para seu lugar foi chamado Sammy Hagar (que havia cantado na banda Montrose e seguido posteriormente uma bem sucedida carreira solo). O álbum "5150" de 1986 foi o primeiro com o novo vocalista, chegando novamente ao número 1 das paradas americanas.

Terça-feira, Novembro 22, 2005

O Sargento Pimenta e sua banda

Beatles - Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band
1. Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band

2. With a little help from my friends

3. Lucy in the sky with diamonds

4. Getting better

5. Fixing a hole

6. She´s leaving home
7. Being for the benefit of Mr. Kite

8. Within you, without you

9. When I´m sixty-four

10. Lovely Rita

11. Good morning, good morning

12. Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band (reprise)

13. A day in the life

Apontado como um dos álbuns mais influentes de todos os tempos, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é um marco na história da música. John Lennon (voz, violão, guitarra e piano), Paul McCartney (voz, baixo, violão, piano e guitarra), George Harrison (guitarra, voz, violão e cítara) e Ringo Starr (bateria, voz e percussão), auxiliados pelo produtor George Martin (ao piano e conduzindo orquestras de música ocidental e música indiana) já estavam a tempo flertando com o experimentalismo e com a psicodelia que imperava nos anos 60. Esse elementos já apareciam nos álbuns anteriores da banda, mas foi só quando os Beach Boys lançaram "Pet Sounds" (outro álbum clássico) que os Fab Fours se sentiram mordidos e resolveram escrever uma obra definitiva, que superasse o clássico idealizado por Brian Wilson. O resultado é um álbum conceitual, criado para parecer um álbum de uma banda imaginária. E essa "banda" tocava ininterruptamente no disco, uma música grudada na outra. Da abertura rock' n' roll ("Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band", "With a little help from my friends"), passando por momentos de psicodelia total ("Lucy in the sky with diamonds", "Fixing a hole") e de sutil delicadeza poética ("She's leaving home", "Getting better") até o final apoteótico ("A day in the life"), este disco é um clássico da primeira até a última música. As orquestrações, o flerte com a música indiana, os experimentalismos de estúdio, enfim, tudo que foi usado na confecção deste álbum foi revolucionário e passou a ser usado desde então. Assim como podemos dizer que Jimi Hendrix reinventou a guitarra elétrica, podemos dizer que os Beatles reinventaram (ou inventaram, pois nada assim havia existido antes) o pop e o rock como o conhecemos hoje.

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Sexta-feira, Novembro 18, 2005

Rapidshare

Recebi alguns e-mails de pessoas com dificuldades para usar o rapidshare para baixar os arquivos. Por isso, segue abaixo um tutorial para ajudar. Espero que resolva o problema:

Em todos os links, role a barra de rolagem ate o fim e clique no botão “FREE”. Uma vez que você fez isso, você deverá ver isso aqui:

Essa parte é onde você, usuário que nao pagou pelo servico, terá que esperar um pouco. Os segundos variam de arquivo para arquivo. Quando acabar essa contagem, você verá no local dos segundos o link:

Dai é so clicar no link (o algo escrito depois do “Download:”) e o seu download irá começar.

Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Deus é canhoto...

Jimi Hendrix - Experience Hendrix: The Best Of
01 - Purple Haze
02 - Fire
03 - The Wind Cries Mary
04 - Hey Joe
05 - All Along The Watchtower
06 - Stone Free
07 - Crosstown Traffic
08 - Manic Depression
09 - Little Wing
10 - If 6 Was 9
11 - Foxy Lady
12 - Bold As Love
13 - Castles Made Of Sand
14 - Red House
15 - Voodoo Child (Slight Return)
16 - Freedom
17 - Night Bird Flying
18 - Angel
19 - Dolly Dagger
20 - Star Spangled Banner


Quando resolvi postar esse álbum, fiquei pensando em alguma coisa para definir o artista dele que ainda não foi dito. "Gênio" todo mundo sabe que ele é. Mas a frase que talvez possa definir melhor o que Jimi Hendrix fez pela guitarra elétrica é o título deste post. Ele praticamente criou a guitarra como ela é hoje. O modo de tocar, as técnicas, o uso de efeitos variados, as experimentações... tudo o que Hendrix fez influenciou e continua influenciando a todos os que alguma vez tocaram as seis cordas mágicas de uma guitarra. Selecionar melhores momentos de Hendrix é quase impossível, mas esse álbum dá uma boa demonstração do gênio em ação. Vale o destaque especial para a versão definitiva de "All Along The Watchtower", onde o virtuosismo de Hendrix encontra a poesia de Bob Dylan e a versão ao vivo de "Star Splanged Banner", o hino americano, tocado em Woodstock, onde a guitarra de Hendrix simulava o som das bombas que caíam naquele momento sobre o Vietnã.

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Quarta-feira, Novembro 16, 2005

O melhor "analgésico" para dor de cabeça

Judas Priest - Painkiller
1. Painkiller
2. Hell Patrol
3. All Guns Blazing
4. Leather Rebel
5. Metal Meltdown
6. Night Crawler
7. Between The Hammer & The Anvil
8. A Touch Of Evil
9. Battle Hymn
10. One Shot At Glory

Em seu início de carreira, o Judas Priest mesclava, soberbamente, heavy e rock. Vários anos se passaram e a banda seguia destilando seus poderosos riffs, até início dos anos 80. Após este tempo, seguiram-se álbuns fracos em conteúdo musical, que vieram a diminuir a reputação conseguida após os lançamentos de Sin After Sin, Sad Wings of Destiny, Briths Steel etc; alguns desses são Point of Entry, Turbo e Ram it Down. Porém, logo após esta baixa, o Judas Priest volta para ficar de vez impresso na alma de todo e qualquer headbanger fanático por peso e melodia; o lançamento de Painkiller, em 1990, foi o grande responsável por esta façanha.
Podemos começar citando a arte fenomenal da capa do álbum, já a banda, surpreende a partir da majestosa introdução com a faixa-título, onde a bateria de Scott Travis começa a ditar o tom da destruição metálica existente no álbum; cheia de melodias, fúria, peso e um vocal iradamente agressivo, Painkiller, de cara, é um dos clássicos da banda. Destacam-se, também, as guitarras com seus solos inesquecíveis, compondo a estrutura desta faixa. Hell Patrol é outra música que mescla melodia vocal com peso nas guitarras, de forma genuína, com Gleen Tipton e K.K Dowing no melhor de suas formas. All Guns Blazing e Leather Rebel seguem a dinastia. Outra das faixas que traz um heavy incontrolável, é justamente Metal Meltdown. Um outro grande clássico do álbum, fica por conta da inconfundível Night Crawler, seguida da não menos clássica, mas também dramática, A Touch of Evil; destaca-se pela dramaticidade existente na voz de Rob Halford, junto ao seu altíssimo alcance já antes comprovado, bem como o riff que compõe a base da música e seu solo maravilhoso.

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Sexta-feira, Novembro 11, 2005

Eis a banda mais escura, pesada e mística

The Best Of Black Sabbath
1. Black Sabbath
2. Wizard, The
3. N.I.B.
4. Evil Woman (Don't Play Games With Me)
5. Wicked World
6. War Pigs
7. Paranoid
8. Planet Caravan
9. Iron Man
10. Electric Funeral
11. Fairies Wear Boots
12. Sweet Leaf
13. Embryo
14. Children Of The Grave
15. Lord Of This World
16. Into The Void
17. Tomorrow's Dream
18. Supernaut
19. Snowblind
20. Sabbath Bloody Sabbath
21. Killing Yourself To Live
22. Spiral Architect
23. Hole In The Sky
24. Don't Start (Too Late)
25. Symptom Of The Universe
26. Am I Going Insane (Radio)
27. Dirty Women
28. Never Say Die
29. Hard Road
30. Heaven And Hell
31. Turn Up The Night
32. Dark/Zero The Hero


Formada em Birmingham, Inglaterra, em 1968, a banda Black Sabbath foi a pioneira em lançar as fundações do heavy metal que assaltou a música popular nos anos 70 e 80. A maneira violenta de tocar, as letras sanguinárias, machistas e místicas tornaram-se o modelo para inúmeros grupos que se seguiram. Seu álbum homônimo de 1970 continua sendo um dos mais inovativos e influentes da história do rock.
O quarteto composto por Ozzy Osbourne (vocalista), Tony Iommi (guitarrista), Geezer Butler (baixista) e Bill Ward (baterista), inicialmente se chamou Polka Tulk e mais tarde Earth. Tomaram de assalto o circuito de pubs e clubes de sua cidade natal, com muita energia, blues e rock. Companheiros de escola e vizinhos em Birmingham, o grupo ganhou muitos seguidores na Inglaterra e em 1968 mudaram seu nome para Black Sabbath. O novo nome espelhava a imagem escura, pesada e mística da banda, seu gosto por temas sobrenaturais.

Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV

Donzela de Ferro

Iron Maiden - Soundhouse Tapes
01 - Iron Maiden
02 - Invasion
03 - Prowler
04 - Strange World









Final da década de 70, o heavy metal não estava mais “na moda”. Melodias complexas, solos de guitarra, não faziam mais parte do cenário musical, o punk era o estilo simples e direto que tomou o lugar das paradas de bandas como Led Zeppelin, por exemplo.
É exatamente nesse contexto que surge o Iron Maiden, na chamada NWOBHM ( New Wave Of British Heavy Metal ), uma segunda “leva” de bandas com este estilo pesado.
Antes de se formar o Iron Maiden, Steve Harris, seu fundador, teve uma banda chamada Influence que depois recebeu o nome de Gipsy Kiss, tudo isso no início da década de 70. Foi em 75 que Harris se juntou a Dave Murray (que na época tocava em uma banda chamada Secret) e nasceu o Iron Maiden. Em novembro de 79, o Iron lançou seu famosíssimo e disputado EP The Soundhouse Tapes. As primeiras 5 mil cópias do disquinho, vendidas via correio, esgotaram-se em 3 semanas.

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O lado escuro do Pink Floyd

Pink Floyd - The Dark Side Of The Moon
01 - Speak to me
02 - Breathe (In the air)
03 - On the run
04 - Time
05 - The great gig in the sky
06 - Money
07 - Us and them
08 - Any color you like
09 - Brain Damage
10 - Eclipse



Este álbum dá uma nova definição para a palavra "clássico". O Pink Floyd já era uma grande banda antes de "The Dark Side Of The Moon". 6 anos de estrada e 7 álbuns depois, tudo o que o Pink Floyd tinha lançado pareceu se tornar uma espécie de ensaio para este disco. Com sua unidade, produção primorosa e a qualidade individual de cada faixa, esse álbum, lançado em março de 1973, se tornou um verdadeiro fenômeno, vendendo 20 milhões de cópias e ficou mais de 15 anos entre os 200 discos mais vendidos nos Estados Unidos. Com isso Roger Waters (Baixo/Vocal), David Gilmour (Guitarra/Vocal), Richard Wright (Teclados/Vocal) e Nick Mason (Bateria) escreveram seus nome no Guiness Book of Records. Uma curiosidade: "The Dark Side Of The Moon" foi o primeiro álbum a ser lançado pela gravador EMI em formato CD. Segundo a lenda entre Floydianos, as cópias não estavam sendo feitas da matriz e David Gilmour teria ordenado que o erro fosse corrigido imediatamente. As excepcionais vendas levaram a EMI - e isto não é lenda - a manter um filial na Alemanha produzindo CD's de "Dark Side Of The Moon" em tempo integral. Outra lenda que circula é se você ouvir esse disco e assistir ao filme "O Mágico de OZ" simultâneamente, as músicas estão perfeitamente sincronizadas com as imagens na tela. Premeditado ou incrível coincidência? Talvez nunca saberemos.

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Eletricidade ao vivo


AC/DC - Live in Concert 1978
1. Live Wire

2. Problem Child
3. Sin City
4. Gone Shootin'

5. The Jack

6. High Voltage

7. Rocker

8. Dog Eat Dog



Gravado ao vivo durante um show da rádio WBCN em Boston, EUA, este CD não faz parte da discografia oficial do AC/DC. Aqui estão presente o finado Bon Scott (que o Deus Metal o tenha) no vocal, Malcolm e Angus Young (Guitarras), Cliff Williams (Baixo) e Phill Rudd (Bateria). Essa formação gravou alguns dos melhores álbuns do AC/DC, incluindo o também clássico "Highway to Hell" em 1979. Esse registro ao vivo traz as pedradas "Live Wire", "Gone Shottin'" (no encarte consta como "Don't Shoot Me"), "High Voltage" (no encarte consta como "Whole Lotta Rosie") e o bluesão "The Jack". Enfim, um registro autêntico (sem as correções de estúdio) de uma das bandas mais importantes do Hard Rock.
Disco enviado por Asdrubal Rock Man.

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Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Direto como um soco no estômago

Motörhead - Ace Of Spades
1. Ace of Spades
2. Love Me like a Reptile
3. Shoot You in the Back
4. Live to Win
5. Fast and Loose
6. (We Are) The Road Crew
7. Fire, Fire
8. Jailbait
9. Dance
10. Bite the Bullet
11. The Chase Is Better than the Catch
12. The Hammer
13. Dirty Love
14. Please Don't Touch
15. Emergency


No mundo do rock pesado, o virtuosismo é sempre elevado a sua enésima potência. Mas algumas vezes, ele se perde da sua essência. O Motörhead é uma banda que sempre se manteve fiel as raízes do rock. Segundo o próprio lider Lemmy Kilmister, "o Motörhead é apenas uma banda de rock' n' roll". Em "Ace of Spades", Lemmy (Baixo/Vocais), "Fast" Eddie Clarke (Guitarra/Vocais) e Phil Taylor (Bateria) nos mostram como fazer um álbum de rock simples e direto. Perto do que chamam hoje em dia de "Rock Pesado" e "New Metal", "Ace of Spades" é praticamente um chute certeiro nos bagos. Esse álbum ainda tem o mérito de ter alavancado o nome da banda de vez, sendo o ponto alto de uma carreira vitoriosa. Poucas bandas soaram tão autênticas com o passar do tempo quanto o Motörhead (talvez os Ramones). Como diz a letra de "Ace Of Spades", a vida não é mais complicada que uma mão de pôquer, algumas vezes você ganha e algumas vezes você perde. O Motörhead completa 30 anos de carreira em 2005 tendo mais vitórias do que derrotas no perigoso carteado do Rock' n' Roll.

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Fumaça sobre a água... fogo no céu...

Deep Purple - Machine Head
1. Highway Star

2. Maybe I´m a Leo
3. Pictures Of Home
4. Never Before
5. Smoke On The Water
6. Lazy
7. Space Truckin´



O que dizer de um álbum que simplesmente tem "Smoke On The Water", "Space Truckin'", "Lazy" e "Pictures of Home"? Como fã incondicional do Deep Purple, sou suspeito para falar, mas "Machine Head" é um clássico absoluto da história do rock, focalisando uma banda no seu auge criativo e técnico. Contando com grandes instrumentistas, o Deep Purple nesse álbum era: Ian Paice (Bateria), Roger Glover (Baixo), John Lord (Teclados), Ritchie Blackmore (Guitarra) e Ian Gillan (Vocal). Essa formação clássica, conhecida pelos fãs como Mark II foi a mais popular de todas. "Machine Head" foi multiplatinado, e emplacou a primeira canção do Deep Purple no Top Ten da Billboard ("Smoke on the water"). Essa música sózinha, inclusive, tornou-se a marca registrada da banda, contando a história do maluco que com um sinalizador colocou fogo no Cassino onde o grupo assistia a um show de Frank Zappa, em Montreal no Canadá. Vendo a fumaça sobre o lago Geneva, e as chamas altas no céu, a banda batizou o seu maior hit: "Fumaça sobre a água... fogo no céu...".

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O que melhor existe no rock!!

Bem vindos à uma viagem ao passado. Este blog terá como objetivo disponibilizar pérolas do rock, desde as mais conhecidas até aquelas que estão esquecidas, por suas bandas terem acabado ou por elas não estarem na mídia. O critério? Vou colocar álbuns que eu considero clássicos, por suas vendagens ou seu valor artístico. De um modo ou de outro, só vai ter filé. Os arquivos estarão disponíveis via rapidshare. Junto com o álbum, sempre colocarei uma impressão pessoal sobre o álbum, de modo que vocês poderãm comentar, concordando ou discordando da minha visão. Quem quiser colaborar com links de álbuns clássicos que estiverem já disponíveis para download na net também serão bem vindos e serão devidamente creditados. Um abraço a todos. Long live Rock' n' Roll!!